Não sou cientista político e estou longe de ser um.Mas sempre que perguntavam minha opinião sobre o fim da CPMF eu dizia o seguinte:
Primeiro, se ela acabasse não mudaria nada para o povo, pois, é mais do que óbvio que o governo iria criar novos impostos e aumentariam outros na tentativa de compensar o R$ 40 bi perdidos;
Segundo, para o governo Lula, essa história de prorroga ou não prorroga CPMF era apenas um joguinho da oposição na tentativa de “queimar o filme” do governo, digamos assim, e buscar interesses.
Na verdade, os senadores que votaram o fim da CPMF pouco estavam preocupados com o povo.
Eles apenas queriam saber se o Lula ficaria mal falado e se seus interesses políticos seriam atendidos em troca de votos a favor do tributo.
Por quatro votos, o governo foi derrotado pela oposição e não conseguiu prorrogar a CPMF até 2011.
Foram 45 votos favoráveis à prorrogação, 34 contrários e seis abstenções. Seriam necessários 49 votos para a aprovação.
Agora, façamos uma análise real da situação.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a área da saúde será a mais afetada. Ele disse:
“Em um primeiro momento essa área ficou prejudicada. Então não vou garantir aqueles programas que haviam sido estabelecidos" [referindo-se a fatia de R$ 24 bi que o setor teria nos próximos quatro anos].
Ou seja, a saúde que já está um caos agora tende a piorar, de acordo com as declarações de Mantega.
Agora, a prova de que a oposição só buscava acabar com a imagem do governo Lula, é que, eles já discutem a criação de uma “nova CPMF” para 2008.
É brincadeira? Mal acabaram com o imposto e já discutem o seu retorno.
O senador de oposição do DEM-PI, Heráclito Fortes, ironizou:
"No formato atual, o próprio presidente Lula não aceita o retorno [da CPMF]. Agora, pode, se colocar um botox e tirar umas gordurinhas".
Se você está com essa falsa sensação de alivio nas suas despesas com o fim da CPMF, pode colocar os pés no chão!
Porque em 2008 os tributos vêm com tudo.
E se prepare, pois, teremos grandes surpresas financeiras!
Que tal um imposto sobre o ar respirado? Ou melhor, imposto sobre existência humana?
Dramas a parte, tudo é possível para compensar R$ 40 bi perdidos.
Tenha um feliz Natal e um próspero Ano Novo!








