sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Enfim, ela chegou ao fim! É hora de fazer uma análise

por Freitas Netto

Não sou cientista político e estou longe de ser um.

Mas sempre que perguntavam minha opinião sobre o fim da CPMF eu dizia o seguinte:

Primeiro, se ela acabasse não mudaria nada para o povo, pois, é mais do que óbvio que o governo iria criar novos impostos e aumentariam outros na tentativa de compensar o R$ 40 bi perdidos;

Segundo, para o governo Lula, essa história de prorroga ou não prorroga CPMF era apenas um joguinho da oposição na tentativa de “queimar o filme” do governo, digamos assim, e buscar interesses.

Na verdade, os senadores que votaram o fim da CPMF pouco estavam preocupados com o povo.

Eles apenas queriam saber se o Lula ficaria mal falado e se seus interesses políticos seriam atendidos em troca de votos a favor do tributo.

Por quatro votos, o governo foi derrotado pela oposição e não conseguiu prorrogar a CPMF até 2011.

Foram 45 votos favoráveis à prorrogação, 34 contrários e seis abstenções. Seriam necessários 49 votos para a aprovação.

Agora, façamos uma análise real da situação.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a área da saúde será a mais afetada. Ele disse:

“Em um primeiro momento essa área ficou prejudicada. Então não vou garantir aqueles programas que haviam sido estabelecidos" [referindo-se a fatia de R$ 24 bi que o setor teria nos próximos quatro anos].

Ou seja, a saúde que já está um caos agora tende a piorar, de acordo com as declarações de Mantega.

Agora, a prova de que a oposição só buscava acabar com a imagem do governo Lula, é que, eles já discutem a criação de uma “nova CPMF” para 2008.

É brincadeira? Mal acabaram com o imposto e já discutem o seu retorno.

O senador de oposição do DEM-PI, Heráclito Fortes, ironizou:

"No formato atual, o próprio presidente Lula não aceita o retorno [da CPMF]. Agora, pode, se colocar um botox e tirar umas gordurinhas".

Se você está com essa falsa sensação de alivio nas suas despesas com o fim da CPMF, pode colocar os pés no chão!

Porque em 2008 os tributos vêm com tudo.

E se prepare, pois, teremos grandes surpresas financeiras!

Que tal um imposto sobre o ar respirado? Ou melhor, imposto sobre existência humana?

Dramas a parte, tudo é possível para compensar R$ 40 bi perdidos.

Tenha um feliz Natal e um próspero Ano Novo!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

E o povo disse “No”!

por Freitas Netto


Para nós, brasileiros, que acompanhamos a trajetória política de Hugo Chávez, é difícil acreditar como os venezuelanos têm tanta aprovação por ele.

Chávez é um político-militar que governa com mão-de-ferro.

Em 2000, quando foi eleito, por voto popular, criou um decreto, no qual, ele poderia aprovar leis sem que elas passassem pela Assembléia.

Ele mandou e desmandou. Demitiu pessoas de cargos importantes, colocando outras de sua confiança. Fechou emissoras de televisão, que o acusavam de tentar implantar o comunismo na Venezuela, dentre outras peripécias.

Atitudes tipicamente ditatoriais, mas que gerou descontentamentos de vários setores no país, inclusive dos militares.

Resultado: Chávez é pressionado a se demitir e acaba saindo do poder.

Em 2002, então, Pedro Carmona assume o poder. Uma de suas primeiras atitudes é dissolver a Assembléia Nacional.

Descontentes, militares fiéis a Chávez fazem um golpe e o trazem devolta a Caracas para governar novamente o país.

Em 2004, um referendo popular decide que Chávez continuasse no poder no lugar de Carmona.

E o mesmo acontece em 2006, quando Chávez é reeleito com quase 60% dos votos.

Chegamos a 2007. Chávez convoca a população venezuelana para votar o plebiscito que previa a mudança da Constituição do país.

Dentre as mudanças estariam: reeleição ilimitada, o poder total ao presidente sobre a política monetária e as reservas internacionais, restrição ao direito à informação e a escolha à vontade do vice-presidente.

Em resumo, Chávez queria poderes absolutos e o direito de silenciar a informação a população.

O povo deveria escolher o “Si”, caso quisessem a nova Constituição, e o “No”, caso contrário.

No dia 2 de dezembro, o povo disse “No”!

Foram 50,7% contra Chávez e 49,29% a favor. Um número que, na prática, divide a Venezuela em duas.

De um lado, os populistas que acham que Chávez é a melhor opção para a economia e administração do país.

Do outro, aqueles que entendem que meditas ditatoriais não são as melhores opções para o desenvolvimento de um país e de seu povo.

É bem verdade que desde 2004, quando Chávez assumiu o poder, a inflação na Venezuela era de 30% e, agora em 2006, a previsão é que ela entre na casa dos 13%.

Mas, nós não podemos culpar os venezuelanos de terem tanta aprovação pelo seu presidente.

No Brasil, nas décadas de 30 e 40, tivemos o nosso Chávez, que se chamava Getúlio Dornelles Vargas.

Ele dissolveu o Congresso Nacional, extinguiu os partidos políticos, fechou meios de comunicação e implementou um regime ditatorial no Brasil.

Foram milhares de pessoas desaparecidas, mortas e torturadas nos porões da ditadura.

E mesmo assim, cinco anos depois, o senhor Vargas voltou aos braços do povo, eleito democraticamente.

Então, não venho aqui acusar ou culpar os venezuelanos pelo presidente que eles têm hoje.

Venho parabenizar a Venezuela por terem lutado contra um homem que possivelmente seria um ditador, caso a Constituição fosse alterada.

Parabenizar o povo venezuelano por terem gritado “NO” e evitado que uma história inaceitável como a de Getúlio Vargas se repetisse.

Pois, como dizem no meio jornalístico: “O direito à liberdade de expressão é o único motivo pelo qual devemos lutar até a morte”.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A grande novela chamada CPMF

por Freitas Netto


A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) sempre dá “pano para manga”. É só ligar a TV ou abrir um jornal que ela está lá, sendo amplamente discutida.

Mas a coisa está piorando, pois, o prazo final para sua prorrogação está chegando e até agora o governo não tem maioria de votos no Senado para mantê-la até 2011.

O Lula deve estar desesperado. Imagine comandar um país com R$ 40 bi a menos de arrecadação por ano. Não é tarefa fácil.

Se a CPMF não for prorrogada, o presidente terá que aumentar outros impostos para compensar a arrecadação perdida. E garanto que isso não trará boa imagem para ele.

De um lado está o presidente Lula e do outro os senadores. Chega a ser engraçado o joguinho do “prorroga-não-prorroga”.

Lula já declarou a possibilidade de partir para o corpo-a-corpo com os senadores. Essa tentativa seria para convencê-los a votar a favor do governo.

E os senadores cobram isso.

"É importante o presidente da República conversar com alguns senadores”, declarou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp.

E por falar em PMDB, essa é a grande dor de cabeça de Lula.

O partido tem a maior bancada no Senado e é fundamental para que a prorrogação da CPMF seja aprovada.

O problema é que o presidente promete o corpo-a-corpo com senadores, promete uma intensificação no diálogo com o PMDB, promete de enviar uma proposta de reforma tributária ao Congresso.

E adivinhe? Só promessas, pois, nada disso aconteceu até hoje.

Isso deixa os peemedebistas irritados.

O senador Valter Pereira, do PMDB, cogitava votar pela prorrogação da CPMF, mas, disse que agora está em dúvidas porque o governo não manteve a palavra com o partido.

Eles estão sentindo o gostinho da famosa promessa não cumprida, que o povo sente depois de todas as eleições.

O presidente interino do Senado, Tião Viana, do PT, admitiu que o governo está no prazo "limite" para conseguir aprovar a CPMF até o final do ano.

Os governistas trabalham para colocar a matéria em votação, no máximo, entre o Natal e o Ano Novo para que não comecem 2008 sem a arrecadação da CPMF.

Mas hoje, percebo que aquela sensação de certeza da prorrogação não existe mais.

Tanto que, na última segunda-feira, o presidente Lula considerou, pela primeira vez, a hipótese de perder a arrecadação do imposto do cheque.

Até o fim do ano, último prazo para a prorrogação, muita coisa ainda vai acontecer. O futuro do povo está nas mãos de tramitações políticas.

Mas, se pararmos para pensar, não faz a mínima diferença. Já que prorrogando ou não prorrogando a CPMF, nós é que vamos pagar a conta!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Como diria Silvio Santos: "...Valem mais do que dinheiro, oee"

por Freitas Netto

Deu na Folha:

Polícia Rodoviária apreende 44 barras de ouro no MS

Quarenta e quatro barras de ouro foram apreendidas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) nesta terça-feira na BR-262, em Campo Grande (MS).

O ouro estava em dividido em quatro embalagens debaixo do banco de trás do veículo. De acordo com a PRF, o Uno dirigido por Sérgio Schiaber, 49, foi parado em uma barreira.

As barras totalizaram 42.976 g de ouro, cujo valor de mercado seria de R$ 2,1 milhões.

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Comentário do blogueiro:

De acordo com a PRF, ao receber voz de prisão, Schiaber teria dito: “Me deixa ligar pro meu patrão que ele vai fazer vocês rirem".

Isso foi interpretado como tentativa de suborno.

Silvio Santos que se cuide, porque a concorrência está aumentando, ein!

Está achando que só o “Show do Milhão” que dá tantas barras de ouro assim?

Brincadeiras a parte, policiais como esses é que nos fazem orgulhar em meio a um Brasil que possui tanta corrupção e impunidade.

Nosso Brasil ainda tem jeito...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Hoje tem marmelada....

por Freitas Netto

Deu na Folha:

Integrantes de CPI aérea vão de graça a show pago pela TAM

Uma semana antes da votação do relatório final da CPI do Apagão Aéreo no Senado, a TAM, um dos objetos da investigação, distribuiu 400 ingressos do espetáculo "Alegría", do Cirque du Soleil, a congressistas e autoridades em Brasília, entre eles o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, o presidente da CPI, Tião Viana (PT-AC) --hoje presidente interino do Senado--, e mais quatro integrantes da comissão.

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Ta certo!

Lugar de palhaçada é no circo mesmo.

Só o palhaço que vos escreve e os palhaços que lêem este blog é que não foram convidados!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

País de terceiro mundo???

por Freitas Netto

O Brasil é um país emergente (adoro essa expressão)!

Mas só nas áreas voltadas para a população.

No Congresso a coisa é bem diferente... somos muito mais ricos que qualquer país da Europa.


Não entendeu? Assista esse vídeo:






R$ 11 mil o minutinho????

E ainda nos chamam de emergentes!

Salário mínimo é para fracos!


Essa matéria foi transmitida no dia 28 de Junho, no telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo

sábado, 20 de outubro de 2007

Nem Mãe Dinah, nem Walter Mercado, apenas articulações políticas

por Freitas Netto

Quando o presidente afastado do Senado, Renan Calheiros, pediu a licença do cargo, eu escrevi um artigo nesse blog fazendo “previsões” do que aconteceria de agora para frente.

Um dos acontecimentos que citei foi que o PT faria de tudo para que o Renan se afastasse definitivamente, assim, Tião Viana, do PT, o substituiria.

O partido, então, acabaria tendo a presidência da República e do Senado nas mãos.

E não deu outra!

Olhe essa notícia da Folha On line:

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC) convocou reunião da Mesa Diretora para terça com a intenção de rejeitar representações do PSOL contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Essa articulação para livrar a cara do Renan faz parte de uma negociação, velada é claro, entre o governo e o PSDB.

Seria mais ou menos assim, o Renan dá a presidência do Senado pro PT e o partido livra a cara do alagoano.

Olhe essa declaração do senador Tião Viana:

“Se o Renan não renunciar ao mandato, deverá ser cassado num dos quatro processos que restam contra ele. Abrir outro [processo] seria exagero”.

Enfim, Renan sai livre e o PT prorroga a CPMF!

Simples assim!

Nem precisa ser vidente!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Fim do troca-troca

por Freitas Netto

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu hoje, por unanimidade, que a fidelidade partidária deve ser aplicada também para cargos majoritários.

Isso significa que, de agora para frente, o presidente da República, senadores, governadores e prefeitos não poderão mais mudar o partido que os elegeu.

No começo do mês, o TSE já havia aplicado a fidelidade partidária para os eleitos pelo sistema proporcional, que são os deputados estaduais, federais e vereadores.

O relator do caso, Carlos Ayres, recomendou que o político que desrespeitar a decisão e trocar a legenda partidária que o elegeu deverá perder o mandato.

O grande debate desse assunto é: de quem é o cargo, do eleito ou do partido?

O candidato usa seu nome e sua imagem para se eleger. Isso dá idéia de que o cargo e dele.

Porém, para se candidatar, o político escolhe um partido. Esse partido possui suas ideologias e suas normas.

O PT, por exemplo, tem, ou deveria ter, como ideologia a melhoria de vida dos trabalhadores, buscando alcançar os direitos desse grupo.

Então, se um candidato entrar num partido que tem uma visão e logo na frente fizer o troca-troca partidário, consequentemente, ele está trocando sua ideologia.

Isso, no meu ponto de vista, fere a confiança do povo que o elegeu.

É como se o povo votasse em uma “idéia” e depois, simplesmente, ela ser jogada de lado.

Mas, está decido!

É o fim dessa orgia louca de políticos correndo de um lado para o outro buscando interesses próprios.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mônica Veloso x Roberto Cabrini

Vídeo em que Mônica Veloso mostra do que é capaz quando tocam no assunto: Renan Calheiros!


sábado, 13 de outubro de 2007

Vida de Jornalista

Todos os autores desse blog são estudantes de jornalismo.

E como aspirantes que somos, já sabemos das dificuldades e os imprevistos da profissão!

Mas imprevisto como esse do vídeo?

Seria muito trágico se não fosse cômico!

Só para descontrair:


sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Frase do dia

"Agora, estou feliz"
Após a decisão de licenciar do cargo por 45 dias, o (ex/futuro/licenciado/????) presidente do Senado, Renan Calheiros, revelou que está feliz, em sua vida pessoal.
Declarou ainda que foram “muito difíceis e sofridos” os últimos 140 dias.


Ohhhhhh dó

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A Renância de Renun, ops... a Renúncia de Renan

por Freitas Netto

Ele saiu!

Aliás, se afastou.

Fez uma “renância” ao cargo!

É isso mesmo.

Veja como funciona a jogada dessa vez:

1º - Renan vai à TV Senado fazer a declaração de seu afastamento por 45 dias;

2º - O afastamento dura até ele ser julgado pelo Conselho de Ética, por quebra de decoro;

3º - Se a decisão do Conselho de Ética for pela cassação, ele renuncia ao cargo definitivamente, pois assim, não perde o mandato político e os direitos de se eleger;

4º - O PT, por sua vez, troca a renúncia de Renan por votos pela sua absolvição das acusações.

5º - Com a renúncia, Tião Viana, do PT é óbvio, assume a presidência do Senado. É o PT no poder!

Em resumo, o Renan se livra de tudo, o Senado volta a sua “normalidade” e a renovação da CPMF está garantida!

E tem gente que ainda me fala que acha política um assunto chato e monótono!


quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Chega de timidez

por Thaís Naves

Na hora de enfrentar um desafio, mãos trêmulas e coração acelerado são comuns para uma pessoa tímida.

A timidez pode atrapalhar uma carreira promissora e dificultar os relacionamentos afetivos.

Fazer atividades em grupo, praticar esportes coletivos, falar em público ou começar um namoro podem ser um grande esforço para quem é tímido.

Timidez não é doença.

Segundo psicólogos, é um padrão de comportamento que revela inibição. Pode vir acompanhada de alterações como aceleração da respiração, dos batimentos cardíacos, suor excessivo.

Muitas vezes, a timidez aparece depois de alguma frustração.

Humilhação, uma experiência negativa com uma chefia, uma experiência negativa com uma professora, todos esses exemplos podem ser desencadeadores da timidez.

Isso acontece porque na realidade, a timidez é um temor que o ser humano tem.

Dessa forma, sabendo dos riscos que uma pessoa tímida passa, e das situações constrangedoras para eles, o melhor a fazer é tratar de acabar com essa timidez.

Hoje existem cursos para aprender a falar em público, dinâmicas de grupos, tratamentos com psicólogos, enfim, métodos não faltam.

O importante é acabar com a timidez. Chega de timidez!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Lar doce lar


por Thaíse Castro

"O quê a Vossa Excelência quer fazer com o Senado?"
Renan Calheiros

"O quê a Vossa Excelência fez com o Senado?!"
Demóstenes Torres



É fogo cruzado no Senado!

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), e o presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), deixaram os ânimos se exaltarem e trocaram farpas em plena tarde de terça-feira.

Exigindo o afastamento do presidente do Senado, assim como vários outros políticos, Demóstenes estorou o tempo limite de cinco minutos para se manifestar causando um grande mal estar.

Renan logo exigiu que Demosténes parasse de falar e o acusou de transformar a casa em “delegacia de polícia”.

É de se admirar quanto respeito o ilustríssimo senador Renan Calheiros dispensa ao Senado!

Do alto de sua confortável poltrona, Renan indaga a Demóstenes em quê o senador pretende transformar a casa.

Ora, estamos cansados desse troca-troca de acusações, dessas simulações de comprometimento com a verdade e a integridade de cargos públicos.

Não há em quê transformar o Senado, ele já é!

É um pardieiro onde bandidos se reúnem para fingir que trabalham a nosso favor.

A posição de Demóstenes e de tantos outros políticos que exigem o afastamento de Renan para uma melhor apuração das inúmeras acusações dão a falsa impressão de que algo honesto está sendo feito.

A forma como eles “lutam” pela seriedade e a maneira como se referem ao Senado, o chamando de “casa” é de comover.

Daqui a pouco, o Brasil, com sua memória de elefante, já tratou de se esquecer do que Renan fez. Afinal o campeonato brasileiro está chegando ao fim!

E de lá, do lar doce lar do lobo mau, do alto da confortável poltrona, Renan vai continuar com a sua cara de bom moço, imune às acusações, assistindo o Brasil e sua curta, curtíssima memória.

No plenário, a oposição anunciou o prazo para que até o dia 2 de novembro o Conselho de Ética conclua as investigações sobre Renan.

Do contrário, o PSDB e o DEM ameaçam parar os trabalhos do Senado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

domingo, 7 de outubro de 2007

Tire-me daqui se for capaz, o filme

por Freitas Netto

Nunca antes na história desse país o caso Renan se pareceu tanto com um filme “Hollywoodiano”.

Para quem acompanha minimamente o noticiário, já deve saber que o Senador Demóstenes Torres (DEM) é um arque-inimigo do Presidente do Senado, Renan Calheiros.

A sinopse desse filme é mais ou menos assim:

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O vilão, Renan Calheiros, possui um tesouro, a cadeira sagrada da Senadolândia.
Porém, muitos segredos envolvidos podem acabar com a vida de Renan e tirá-lo do trono.
O justiceiro, Demóstenes Torres, irá usar todas as suas forças para que a justiça seja feita e que o reino de Senadolândia volte a ser um lugar bonito e limpo.
Mas, o nosso vilão irá fazer de tudo para que o seu trono não seja retirado.
Você verá, nesse filme, planos mirabolantes que envolvem espionagem e incriminações.
Não perca o filme do ano: Tire-me daqui se for capaz.

Breve, no noticiário mais próximo.

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Você não está entendendo nada?

Dê uma olhada nessa manchete da Folha:

Assessor de Renan é acusado de espionagem

“Um assessor especial do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) tentou um plano para espionar os senadores goianos Demóstenes Torres (DEM) e Marconi Perillo (PSDB), segundo disse à Folha o congressista do Democratas. "Eu tive notícias sobre isso, um amigo me contou." O amigo é Pedrinho Abrão, empresário e ex-deputado por Goiás.
Na segunda-feira, o assessor especial de Renan Francisco Escórcio, ex-senador pelo PMDB, encontrou-se com Abrão em Goiânia, no escritório do advogado Eli Dourado.
Segundo a Folha apurou, Escórcio queria ajuda de Abrão para grampear os telefones dos dois congressistas e fotografá-los embarcando em jatinhos de empresários da região.”

Esqueça essa história de pizza.

O negócio agora é comprar pipoca.

Sente-se confortavelmente na sua poltrona porque esse filme vai ser longo.

E o final pode não ser feliz.

sábado, 6 de outubro de 2007

Outro lado do Brasil

por Thaís Naves

Violência, corrupção, tráfico de drogas, miséria, falta de educação, calor, trânsito... Nossa, tem dia que as notícias são cruéis, uma pior que a outra.

E do jeito que o nosso país está, noticia boa é raridade.


Hoje, assistindo o jornal, me deparei com uma notícia que me deixou bem e que me fez acreditar e ter esperança que a nação brasileira ainda pode ser completamente feliz.

Quase 27 mil brasileiros estão na fila do transplante de córnea e 335 esperam por um coração.

Mas esse problema vem diminuindo, graças a ação de alguns brasileiros que, em um momento de dor, se lembram de ajudar outros brasileiros.

Podemos citar vários exemplos de pessoas que salvaram a vida de outra. O número de brasileiros solidários que doam órgãos aumenta, e a esperança de quem precisa também.

Mas um problema que existe em relação à doação de órgãos é quando envolve as crianças.
Na fila dos transplantes, as crianças têm prioridade.

Mas conseguir órgãos do tamanho ideal para elas é muito difícil.

Voltando ao jornal, na reportagem que assisti apareceram vários exemplos de pessoas que hoje estão vivas devido a doações que receberam.

Mostraram até o exemplo de uma criança.

Dentro todos esses exemplos uma semelhança: a gratidão estampada no rosto de cada uma delas.

Sabe, definitivamente hoje vou dormir bem. E antes de dormir pedir a Deus que ilumine a vida de cada brasileiro.

Nosso país ainda tem solução.

Nem tudo está perdido.

Sinceramente, eu acredito nisso.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Retrato da classe média

por Freitas Netto

Pessoal, vi esse vídeo no youtube e achei fenomenal.

É o retrato da nossa classe média brasileira.

Assista e veja se você se encaixa.

A música é muito boa.

Cabe aí a dica desse blogueiro e pseudo-jornalista.


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Cutucando uma ferida histórica do Brasil

por Freitas Netto

Certa vez li um artigo de um jornalista (não me lembro mais o nome) que dizia que os brasileiros não davam importância para a democracia.

O embasamento vinha do fato dele ter vivido a época da ditadura militar no Brasil.

Ele foi torturado nos porões da ditadura por ter lutado pelo direito de escolher os seus representantes.

Ele fazia uma comparação entre aquele período e os dias de hoje.

Mostrava que as pessoas morriam pelo seu direito à liberdade e que hoje em dia o Governo tem que fazer campanhas para que as pessoas votem e escolham seus representantes.

Hoje, vejo o que realmente foi a ditadura militar através das poucas imagens daquele país Asiático, o Mianmar.

Trecho extraído da Folha On Line:

“Mianmar é um país da Ásia meridional governado por uma junta militar desde 1988 que reprime com força manifestações a favor da democracia. Em setembro, monges budistas aderiram aos protestos -- os maiores em 20 anos.

Manifestações diárias vêm reunindo centenas de milhares de pessoas que exigem o fim dos 45 anos de ditadura militar.

Durante os protestos, a multidão gritava: Queremos liberdade, queremos liberdade!.”

Para evitar a divulgação de imagens e dos fatos que estavam ocorrendo naquele país, a junta militar de Mianmar mandou cortar o acesso à internet da população.

Em pensar que nosso país já passou por isso, que nossa imprensa foi censurada de forma descarada e muitos morreram tentando defender a liberdade de expressão e a democracia.

Em pensar que um blog simples como esse, onde eu e as garotas divulgamos nossas idéias, seria motivo para que fossemos para um porão de tortura como traidores da nação. (claro que na época não existia internet).

Hoje compreendi o sentimento de indignação daquele jornalista que foi torturado.

Depois de tanta luta para alcançar a liberdade e a democracia, ter que ver Renan Calheiros, Frank Aguiar, Clodovil, Lula e muitos outros sendo eleitos pelo povo, deve ser difícil.

Não apenas para ele, mas para todos que, como eu, acreditam que a democracia é coisa séria!

E por fim, quero agradecer a todos que dão valor a esse blog e as idéias “ingênuas” postadas pelos seus autores.

Viva a liberdade de expressão e a seriedade política!

Vídeo de Mianmar:
Polícia atira e mata repórter

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Precariedade X Projetos

por Thaís Naves

A segurança pública no Brasil continua sendo um problema para os governos estaduais quando o assunto é a relação entre orçamento e financiamento.

A dificuldade de administração dos recursos pelos estados se mostra claramente. Como em todo o Brasil, o sistema penitenciário de Goiás deixa a desejar.

Quando falo que deixa a desejar é por um único motivo: falta de dinheiro. Não há como organizar um presídio se não houver recursos para isso. Não há como dar boa alimentação, boa estadia e levar a diante programas de reabilitação se não houver capital.

Uma das maiores preocupações dentro do sistema penitenciário, além da superlotação, é a manutenção dos detentos.

Uma maneira que acharam para resolver a questão da falta de dinheiro na administração dos presídios foi à criação de programas que visam à reabilitação dos detentos, além de ajudar na manutenção do próprio sistema.
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Através de várias parcerias, especificadamente mais de 100, esses programas foram desenvolvidos nos presídios de Goiás, dando destaque ao sistema do Estado.

Representantes de outros Estados já vieram conhecer os projetos desenvolvidos aqui. Constantemente recebem visitas de representantes de Brasília, Paraná, Rio Grande do Sul e Estados do Nordeste.

Dentre esses programas, podemos destacar o programa Cio da Terra, onde os detentos são colocados para plantar, colher, cultivar e produzir dentro do sistema prisional.

Além da questão da alimentação há também projetos que se preocupam com a educação dos detentos, disponibilizando a eles aulas e livros para lerem.

A grande questão é que quando uma pessoa é presa tem como objetivo deixa-la longe da sociedade para que se reabilite, ou seja, para que ela pense no que fez e veja que cometeu um crime, e que não cometerá o mesmo ato novamente.

Mas infelizmente isso ocorre com a minoria. O sistema é tão precário que trás revolta, discórdia, confusões, enfim, nada do programado.

Mesmo com todos esses projetos, com ajudas de voluntários o sistema ainda é muito precário.

A solução seria talvez o governo federal liberar mais verbas, os Estados administrarem melhor essa verba, e juntos desenvolverem um sistema penitenciário único e eficaz.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Quem paga mais?

por Thaíse Castro



Nesta semana foi realizado o primeiro leilão de carbono no Brasil e na América Latina, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

O banco Belgo-holandês Fortis comprou os 808.450 créditos oferecidos pela prefeitura de São Paulo a 16,20 euros cada, totalizando 13,1 milhões de euros (R$ 34 milhões ao câmbio do dia do leilão, 26 de setembro).

Criado em 1997, quando foi aprovado o texto final do Protocolo de Quioto, o Crédito de Carbono propõe um equilíbrio nas emissões de gases do efeito estufa (GEE).

O peculiar do que é proposto por Quioto é a transformação da emissão de gases poluentes em mercadorias, mercadorias muito caras.

Os países que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões de gases de efeito estufa, tornam-se compradores de créditos de carbono.

Já, aqueles países que conseguiram diminuir suas emissões abaixo das cotas propostas, podem vender o excedente no mercado nacional ou internacional.

Em um período de tentativa de conscientização da população mundial para os riscos eminentes da poluição, os grandes países brigam pelo direito de poluir. E brigam com uma de suas armas mais poderosas: o dinheiro.

No período da criação do Crédito de Carbono, há longínquos 10 anos, tudo bem se a filosofia era tentar não piorar, tentar não aumentar a emissão de gases poluentes.

Mas, hoje, o Crédito se torna uma vantagem rentável para os países que não conseguem diminuir as emissões, e que, sinceramente, não se mostram interessados em diminuir ou desenvolver uma política de conscientização.

O problema apenas muda de lugar, a poluição apenas muda de endereço.

Se São Paulo, ou qualquer outra cidade de um país em desenvolvimento, diminui as emissões de gases do efeito estufa, ótimo, isso deveria ser um alívio para a Terra.

O alívio, na verdade, é dos grandes poluidores atuais, que graças aos primos pobres do terceiro mundo, ufa, podem produzir mais, poluir mais e a todo vapor, literalmente.

Interessante seria se ao diminuir o total de emissões, um país pudesse vender só metade do que economizou. Assim faríamos, verdadeiramente, uma política de redução de poluição.

Mas, é claro que tal atitude é descabida para aqueles que dominam a economia mundial, e pouco estão interessados na responsabilidade social, na economia sustentável ou na preservação.

Enquanto nada muda, e acredito que ainda por muito tempo não mudará, continuaremos economizando daqui, para gastarem por lá!

sábado, 29 de setembro de 2007

Um ano de CAOS

por Freitas Netto

Hoje são 29 de setembro de 2007. Exatamente um ano após um dos maiores acidentes da aviação aérea brasileira, o vôo 1907 da Gol.

Fiquei me perguntando: o que escrever de útil para os meus caros leitores sobre esse acidente?

Passei o dia imaginando se faria uma homenagem às famílias ou se iria, simplesmente, relembrar o fato.

Decidi por fazer, mais uma, reflexão sobre nosso país.

O avião da Gol que fazia o vôo 1907 seguia de Manaus (AM) para o Rio, com escala em Brasília (DF), quando bateu em um Legacy da empresa de taxi aéreo dos Estados Unidos.

Hoje sou obrigado a ler uma notícia como essa na Folha:

Um ano após queda do vôo 1907, familiares ainda cobram respostas

A Polícia Federal aponta como responsáveis do acidente os pilotos americanos Joe Lepore e Jan Paladino, do Legacy.

Já o Ministério Público aponta a culpa para quatro controladores de vôo.

Esses, por sua vez, jogam a culpa no sistema de tráfego aéreo, dizendo ser defasado e cheio de falhas.

A FAB (Força Aérea Brasileira) nega falha em seu sistema e a afirmar que "algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados".

E no meio dessa bagunça estão os familiares das vítimas, que apenas querem saber quem são os culpados pela morte de seus entes.

Mas, e nós? Enquanto essa falha não é descoberta nós também podemos passar pelos mesmos riscos.

Que país é esse? Lugar em que a morte de 154 pessoas não basta para que um julgamento sério seja feito.

Lugar em que mais de um ano de investigações não chegam a lugar algum.

Lugar em que a população tem medo do seu próprio tráfego aéreo.

Bem-vindo, esse lugar é o Brasil!

Enquanto esperamos resposta sobre a tragédia da Gol, outros acidentes vão acontecendo.

Daqui a dez meses tenho que começar a pensa o que escrever sobre o acidente do Vôo 3054 da TAM.

Outro fato que completará um ano e, provavelmente, também não haverá respostas sobre os culpados!

Indignações!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Fumantes com bom senso

por Thaís Naves

Sinceramente eu fico pensando o que leva uma pessoa a pegar um cigarro, acender e fumar, e por incrível que pareça, fumar as 7 e meia da manhã.

Todo dia de manhã chego à minha faculdade e me deparo com diversos fumantes, sendo a maioria fumantes passivos.


Os fumantes passivos são os indivíduos que não fumam, mas estão expostos à fumaça de cigarros de parentes, amigos ou colegas de trabalho.

O cigarro é o maior poluidor ambiental doméstico, segundo a Organização Mundial da Saúde. Como as pessoas passam 80% de seu tempo em locais fechados no trabalho, nas residências ou em locais de lazer há grande risco de exposição excessiva a esta fumaça.

A única explicação para as pessoas fumarem a todo o momento e em qualquer lugar só pode ser o vício.

Mas tudo bem, cada um sabe o que faz da vida, tem direito de ter seus vícios, mas um pouco de bom senso não faz mal para ninguém.

Quando digo para os fumantes terem bom senso é no sentido de começarem a olhar aos seus redores antes de fumar.

Primeiro: ver se o local é adequado para fumar, se não é um ambiente fechado. Nossa, fumar em local fechado deveria ser considerado crime.

Segundo: verificar se não há ninguém próximo (muito próximo, como acontece nas mesas da cantina da minha faculdade) que vá se incomodar com a fumaça.

Terceiro, e ultimo: depois que fumar não custa nada lavar as mãos ou comer uma balinha, pois o cheiro da fumaça fica impregnado e incomodando quem está por perto.

Estava vendo o Jornal Hoje algumas semanas atrás e vi uma reportagem que a maioria das grandes empresas tem um local para os empregados fumarem. Achei essa idéia ótima.

E sabia que essa restrição de lugares para fumar e um fumante com bom senso podem trazer benefícios? Veja:

  • Filhos de pais e mães que não fumam terão maior probabilidade de não serem fumantes.
  • Aumento de produtividade em ambientes de trabalho onde não é permitido fumar.
  • Ambientes onde não é permitido fumar têm menores risco de incêndio e outros acidentes.
  • As pessoas que freqüentam ambientes onde não é permitido fumar têm menor custo com a saúde.
  • Há maior durabilidade e menor custo de manutenção e de substituição de equipamentos, móveis e carpetes em locais onde é restringido fumar.
  • As restrições para fumar estimulam os tabagistas a diminuírem o número de cigarros consumidos ou até parar de fumar.
  • Não fumantes que trabalham em locais com regulamento têm mais probabilidade de solicitar a um visitante que não fume em sua residência.

Dessa forma, com um pouco mais de bom senso e educação não há problema nenhum em ser um fumante. Quer dizer, não há problema dentro da sociedade, mas em relação à saúde, bom, essa parte eu deixo para os médicos falarem.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Velho é o seu preconceito

por Thaíse Castro

Os idosos representam cerca de 9% da população brasileira segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Nos próximos 20 anos, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais, pode dobrar, passando de 15 milhões para 30 milhões.

Ainda segundo o IBGE, a proporção de pessoas da terceira idade vem crescendo mais rapidamente que a proporção de crianças no país.

Em 1980, para cada 100 crianças, existiam 16 idosos. Vinte anos depois, esse quadro já havia mudado bastante, passando a uma proporção de 30 idosos para cada grupo de 100 crianças.

A mudança numérica desse quadro só foi possível devido a queda da taxa de fecundidade e aos avanços da medicina, permitindo um significativo aumento da expectativa de vida da população.

Alguns países da Europa, como Dinamarca, Suécia e Áustria, são considerados “países velhos” por possuírem grande parte da sua população composta por idosos.

De acordo com o IBGE, não estamos longe de nos tornamos um “país velho.” Mas, estamos longe de ampararmos os nossos idosos como os Europeus.

Até o ano de 2006, o dia do idoso era celebrado no dia 27 de Setembro. Porém, em razão da criação do estatuto do idoso em 1º de Outubro de 2003, a comemoração foi transferida para 1º de outubro de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.

Mas, o que nos custa fazer uma reflexão ainda em função da data antiga?

Nesta semana, o aposentado Reginaldo Lopes Lobão, 71, foi barrado na Rodoviária de Goiânia pela Viação Araguarina, enquanto tentava usufuir de um direito que a lei lhe garante.

Reginaldo tentava embarcar gratuitamente, mas foi impedido.

O Estatuto do Idoso garante a pessoas com mais de 60 anos, e com renda igual ou inferior a dois salários mínimos, o direito a duas vagas gratuitas em viagens interestaduais.

O Estatuto também garante outros 118 artigos que estabelecem punições para crimes contra os maiores de 60 anos e regulamentam os direitos no que diz respeito à vida, liberdade, saúde, educação, profissionalização, previdência social, habitação e transporte.

Tantos direitos que são desrespeitados diariamente por grande parte da população, por desconhecimento, ignorância ou má vontade.

Quantos idosos estão esquecidos em asilos que os maltratam, quantos esperam por atendimento deitados no chão de hospitais, quantos perderam a força de trabalho e com isso a função como cidadão, quantos esperam por um abraço de um ente querido, quantos avôs e avós desejam contar suas experiências para os netos?

Mas, não há consciência para isso. Um filho não tem tempo de cuidar do pai velho e doente, o neto prefere passar horas no computador a escutar uma história de seu avô, a empresa dá preferência para funcionários mais novos.

Medidas isoladas já estão sendo tomadas por parte do governo para que o país tenha estrutura para apoiar a terceira idade.

Brasília foi a primeira localidade a criar uma Subsecretaria para Assuntos do Idoso, além de instituir o Estatuto do Idoso.

Entretanto, essas ações devem ser realizadas em conjunto com políticas sociais que preparem a sociedade para o envelhecimento da população.
Não se trata de instituir um único dia do ano para os idosos.

Trata-se de respeitá-los todos os dias de sua velhice, garantindo a eles todo o respeito, dedicação e direitos.

Cabelos brancos são símbolo de experiência de vida e muita história para contar.

A presidente do Conselho Estadual do Idoso – Goiás - Mafalda Paz Esteves, orienta os idosos que não conseguirem embarcar gratuitamente em viagens interestaduais a fazer denúncias pelo telefone(62) 3201-3098.

Nunca antes na história deste país...

por Freitas Netto

Na madrugada de quarta para quinta-feira, os nossos incansáveis deputados driblaram a fome e o sono para votar o destino da CPMF (Cobrança Provisória sobre a Movimentação Financeira).

A votação durou até às 2h30 da madrugada.

Com larga diferença de votos (30 votos além do mínimo de 308 votos que eram necessários), nesse primeiro turno, a CPMF está prorrogada até 2011.

Como disse a Folha On-line: vitória para o governo.

Mas ainda não acabou.

A votação continua nas mãos dos deputados. Ela segue para segundo turno e deve ter os 308 votos novamente.

Assim que for aprovada pelos deputados, ela vai para o Senado Federal, onde também será votada em dois turnos.

Parece complicado demais? Imagina!

Todos os integrantes do governo estão com muita pressa, pois a Constituição dita o fim da CPMF no dia 31 de dezembro desse ano.

Isso explica as sessões extraordinárias que varam madrugada a fora.

Mas se alguém tem esperanças de que a CPMF seja extinta, pode apagar essa luz no fim do túnel.

Com certeza vamos continuar a pagar essa taxa.

O Presidente Lula já está mexendo os pauzinhos para que a CPMF não seja extinta.

Ele já marcou um jantar, para a próxima terça-feira, com os líderes dos 11 partidos que apóiam o governo.

O objetivo desse jantar: definir uma estratégia que garanta vitória no segundo turno das votações da cobrança da CPMF.

É mole?

Para descontrair, eu estou postando essa charge que representa a situação do Presidente Lula:


terça-feira, 25 de setembro de 2007

Mais um passo para a transparência

por Freitas Netto

Hoje o Brasil presenciou mais um passo para a transparência na política.

O senador Almeida Lima (PMDB-SE), forte aliado de Renan Calheiros, entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesse processo ele queria que as votações contra o senador Renan Calheiros, no Conselho de Ética do Senado, fossem secretas.

Mas você está se perguntando: As votações não eram secretas?

De acordo com a Constituição Federal, as votações devem ser secretas no plenário do Senado.

Porém, a Constituição não diz como devem ser os votos no Conselho de Ética, local onde Renan Calheiros será julgado por quebra de decoro.

A boa notícia para nós, brasileiros, é que o mandado expedido pelo senador Almeida, para que essas votações contra Renan fossem secretas, foi indeferido.

A ministra Cármen Lúcia, do STF, foi a responsável pelo veto ao processo.

Agora Renan Calheiros será julgado pelo Conselho de Ética e os senadores terão que mostrar os seus votos.

Ponto para o Brasil!

E por falar em Renan...

(quero aproveitar o momento e dizer que não possuo rixas pessoais contra o senhor Calheiros, apenas abordo assuntos que estão em destaque na mídia)

...apesar de ter sido absolvido na votação no Senado, ele ainda responde a outros três processos por quebra de decoro parlamentar.

Amanhã, o Conselho de Ética vai decidir se esses processos serão votados em uma única sessão ou se serão julgados individualmente.

Agora é torcer para que ele não prove sua “inocência” novamente.

Ponto para a transparência!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Bi-bi, fôm-fôm, sai da frente!

por Freitas Netto

Basta dar uma volta pelo trânsito de Goiânia para perceber um verdadeiro caos.

São reclamações para todos os lados.

Excesso de carros, descaso com o transporte público, falta de respeito e cidadania, engarrafamentos em horários de pico, etc.

Os dados explicam as causas de alguns desses problemas.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Goiânia até o ano passado já possuía um frota de mais de 720 mil veículos.

Isso coloca a capital goiana em primeiro lugar do ranking brasileiro de número de carros por habitantes.

São quase 1,6 habitantes para cada carro.

Ainda segundo o Detran o número de carros licenciados em Goiânia está aumentando gradativamente.

Somado isso ao fato de que nossa capital foi inicialmente planejada para 30 mil habitantes, podemos ter uma primeira explicação para essa situação caótica.

O pouco investimento em infra-estrutura e a falta de planejamento também contribuem para a atual situação.

Um exemplo de investimento mal planejado é a Marginal Cascavel, que leva nada a lugar nenhum. Não ajuda a desafogar o trânsito da capital.

Outro fator que influencia para esse trânsito terrível é a nossa falta da cultura de carona.

São inúmeros os casos de pessoas que moram no mesmo setor e vão para os mesmos lugares todos os dias, mas preferem ir cada um no seu carro.

Repare no nosso trânsito: a grande maioria dos carros circula com apenas uma pessoa dentro.

Ou seja, os veículos andam praticamente vazios enquanto o sistema de transporte coletivo está lotado.

Quem depende de ônibus sabe que a demanda da frota não comporta o número de usuários.

Usar o transporte público em horários de pico parece um desafio, que começa na briga para conseguir entrar dentro de um ônibus lotado e termina na tentativa de “chegar inteiro” no trabalho ou em casa.

Dados do Detran, até julho desse ano, mostram que foram registrados mais de 13 mil acidentes na capital.

Isso dá em média cerca de 70 acidentes por dia.

Convenhamos que a grande maioria dos motoristas e motociclistas parecem não conhecer as leis de trânsito e muito menos noções de cidadania.

Não sabem controlar a velocidade em vias públicas, não respeitam a sinalização e não respeitam o próximo.

Como diz um conhecido: “Usam mais a buzina do que a cabeça”.

Devido a esse tipo de comportamento a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) está fazendo campanhas como a Semana de Educação no Trânsito, que ministra cursos para um tráfego melhor na capital. (para ver informações sobre essa campanha clique aqui)

Não basta que investimentos sejam feitos na infra-estrutura e que a fiscalização do trânsito seja mais rígida. Temos que mudar individualmente.

Repense nas suas atitudes no trânsito!

E chame seu vizinho para uma carona amanhã!

Crédito da foto:
http://www.vidigas.blogger.com.br/

sábado, 22 de setembro de 2007

Uma boa notícia para a “cara” do Brasil

por Freitas Netto




A charge é bem chocante, mas retrata a pura realidade do país.

No entanto, imagens como esta estão diminuindo.

É o que mostra a pesquisa Miséria, Desigualdade e Política de Renda: O Real do Lula, da Fundação Getúlio Vargas, que revelou:

A proporção de brasileiros situados abaixo da linha de pobreza caiu de 35% para 19% do total da população brasileira – entre 1993 e 2006.

Só entre 2005 e 2006, seis milhões de brasileiros deixaram de ser miseráveis.

A pesquisa considera como miseráveis as pessoas com renda até R$ 125 por mês.

Esses dados representam políticas públicas do governo Lula, que normalmente atingem a parcela pobre da população com programas como o Bolsa Família, Fome Zero, etc.

O grande problema dessas políticas públicas são as “esmolas”.

Programas como o Fome Zero e o Bolsa Família dão, eu disse dão do verbo dar, dinheiro e comida para a população carente.

Em troca existe um incentivo, por exemplo o da educação, ou seja, para ganhar o dinheiro os pais devem manter os filhos no colégio.

O grande problema é a falta ou a deficiência da fiscalização.

No início desse mês uma denúncia levou a descoberta que a mãe da ex-BBB Grazi Massafera recebia o benefício do Bolsa Família. (para ver a matéria completa CLIQUE AQUI)

Se essa troca entre as famílias e o governo não é respeitada, ou seja, se o governo paga e as famílias não cumprem com o incentivo, tudo acaba se tornando uma grande esmola.

Então, quando pesquisas como essas são feitas percebemos que a classe mais pobre está deixando a linha da miséria. Mas até quando?

Dar dinheiro para a população não é a solução.

A solução é investir urgentemente em educação de verdade, para que a médio e longo prazo a população seja qualificada, tenha condições de trabalhar e arrumar um emprego digno.

Entrando na onda das metáforas: O governo deve ensinar a pescar e não apenas dar o peixe.

Créditos da charge: Rafael Borges
Obrigado pelo trabalho primo!


quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Presidente, socorre o Brasil!

por Thaíse Castro

Calça jeans, chinelo e camisa, portador de hanseníase, caminhando sem comer e com quatro filhos para criar.

Profissão: lavrador.

Desafio: falar com o presidente Lula.

Ângelo de Jesus, lavrador de Pindobaçu (BA), foi a pé de sua cidade à Brasilia para conversar com o presidente, tentando expor seu sofrimento.

Voltando um pouco ao passado, peço que façamos uma reflexão para entendermos a atitude de Ângelo.

Ao surgir como líder sindicalista, Lula ganhou a simpatia de muitos trabalhadores por todo o Brasil. Inevitavelmente, o povo se identificava com o seu perfil; a luta era a mesma, o desejo de mudança também.

Durante os doze anos de tentativa de se eleger presidente, Lula sempre se pôs ao lado do povo, a favor do combate ao capitalismo selvagem. E ser visto como povo não era difícil, ele era um deles também.

Em 2002, quando a maioria dos brasileiros votou em Lula, inclusive eu, o cansaço em relação aos erros da direita era visível, mas a esperança também.

Lula era a chance que o Brasil tinha de, finalmente, ir para frente, acabar com a corrupção, distribuir renda, oferecer saúde e educação de boa qualidade...ah, esperávamos tantas mudanças!

Porém, a mudança, de fato, nunca ocorreu. Continuamos vendo violência, corrupção, miséria, fome, e vemos muitos “Ângelos” pelo Brasil à fora.

Grandes evoluções e profundas alterações na economia e na política de um país não acontecem em quatro ou oito anos, isso leva muito tempo, requer investimento na base.

Mas, não dá para os “Ângelos” esperarem esse tempo todo. Eles estão doentes, desempregados, vendo os filhos indo dormir com fome, caminhando para o mesmo destino dos pais.

Em meio ao desespero, nosso protagonista, Ângelo, decidiu ir falar para o companheiro Lula que assim não dá. Mas, não conseguiu transmitir sua mensagem. Aquele Lula em quem ele votou, aquele que era do povo, não o recebeu. Mas ouviu o seu pedido de “Presidente, socorre eu!”

Imobilizado pelos inúmeros seguranças do planalto, Ângelo viu a sua caminhada em direção à solução dos seus problemas ser esmagada pelo poder que é muito maior que a sua fome.

Um médico do Planalto e um representante do gabinete de Lula foram designados para avaliarem a situação de Ângelo. Quisera os tantos outros “Ângelos” receberem um atendimento médico também.

Não só atendimento médico, mas, também, escola para os filhos, comida para a família, saneamento básico para o bairro, emprego, dignidade.

É isso que o Brasil deseja: dignidade. Mas, enquanto não a conseguirmos, esperaremos nas filas dos hospitais, nos sinais, pedindo esmolas, morando debaixo de pontes, reféns da violência, dos traficantes e dos corruptos.

"Presidente, socorre o Brasil!"

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Nós merecemos!

por Freitas Netto

"
A verdade tem muita força, eu sempre disse que íamos ganhar. A inocência, ela sempre prepondera.
"
Renan Calheiros
Presidente do Senado
19/09/2007


Primeiro passo para a transparência

por Freitas Netto


O caso da votação que livrou Renan Calheiros de suas acusações é um exemplo de como faz falta o voto aberto nas sessões do Congresso.

Em entrevista ao Jornal Anhanguera, o Senador Demóstenes Torres, de Goiás, fez uma declaração que me deixou mais indignado com a política.

Ele afirmou que no dia seguinte à absolvição de Renan foi feita uma pesquisa interna para saber quem havia votado a favor da cassação do Presidente do Senado.

De acordo com Demóstenes, a contagem chegou a quase 50 senadores, sendo que o resultado oficial foi que Renan recebeu 40 votos pela absolvição e 35 pela cassação.

Ou seja, existem muitos senadores mentindo que querem a saída de Renan, porém, na hora de dar o voto acabaram optando pela sua permanência.

E como nós, eleitores, ficamos? Será que aquele escolhido por você para nos representar no Congresso é um desses?

São perguntas que devido ao voto secreto não podem ser respondidas.

Nas próximas eleições, provavelmente, o seu candidato irá dizer que esteve contra a “sujeirada” de Renan Calheiros. Mas quem irá provar se é verdade ou mentira?

A situação parece estar mudando. Hoje, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou uma emenda que acaba com o voto secreto em todas as sessões do Congresso.

Mas calma! Para que a emenda seja aprovada, ela deve passar pelo Senado em dois turnos de votação e atingir um total de 49 votos a favor.

Depois, caso seja aprovada, a emenda ainda segue para a Câmara dos Deputados, onde também precisa ser aprovada em duas etapas.

O senador Aloizio Mercadante fez a seguinte declaração para a Folha:

“É um dos passos mais importantes para a transparência no Congresso. Essa é uma experiência que existe na maioria dos países democráticos. Finalmente demos esse passo”.

Realmente o primeiro passo foi dado. A sociedade tem o direito de saber se seus representantes estão correspondendo às expectativas dos eleitores.

Para que casos como a absolvição de Renan não aconteçam novamente.

E por falar em Renan... Ainda segue no Senado um processo contra seu presidente. Ele é acusado de tráfico de influência em favor da empresa Schincariol.

Se você viu uma pontinha de luz no fim do túnel, esqueça! Esse segundo processo provavelmente deve ser arquivado. Isso porque a única peça de acusação é uma matéria da revista Veja.

Até a oposição acredita ser difícil impedir esse arquivamento.

Em outra entrevista, dessa vez para o Estadão, o senador Demóstenes Torres declarou:

“Apesar da seriedade da representação (acusação contra Renan) é difícil reunir provas para sustentá-la sem o apoio dos dirigentes da Receita Federal e do INSS. Tudo o que está na reportagem é verdade, mas eu tentei e nenhuma das autoridades que passaram a informação quis falar".

Já que o senador Renan Calheiros está longe de qualquer tipo de punição, o jeito é torcer (e colocar pressão nos nossos governantes) para que o voto secreto seja extinto.

Transparência já!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ainda tenho que pagar pelo diploma?

por Freitas Netto

Em faculdades particulares o preço cobrado das matrículas inclui os serviços vinculados, como utilização de laboratórios, material de ensino coletivo, boletins e documentações.

Apesar dos altos valores cobrados nas mensalidades, é comum as faculdades cobrarem uma taxa de diploma no final do seu curso de graduação e pós-graduação.

Em Goiânia, essa taxa pode variar entre R$ 50 à R$ 150, dependendo do material que o diploma será impresso.

O Ministério Público Federal entrou com uma liminar na cidade de São Paulo e conseguiu que 13 faculdades particulares deixassem de cobrar a taxa.

Em entrevista ao site G1, o secretário de Educação superior do MEC, Ronaldo Mota, afirmou não há base legal assegurada para a cobrança dessa taxa.

Algumas faculdades de Goiânia já deixaram de cobrar pelo diploma, como por exemplo a Universidade Salgado Oliveira (Universo).

Procure saber se sua faculdade cobra por esse serviço. Caso isso aconteça, o site G1 aconselha buscar a procuradoria da nossa região.

Vale a pena tentar, pois o assunto está sendo tratado em várias partes do país.

Convenhamos que após cinco anos de mensalidades caríssimas, ainda ter que pagar pelo diploma é abusivo.

Para ver a matéria completa do G1 CLIQUE AQUI

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cadê a chuva?



É, o homem foi mexendo, mexendo, mexendo... até que uma hora a natureza tinha que reagir!
O pior é que agora quem enfrenta essa reação da natureza, literalmente na pele, ou melhor, no corpo, somos nós.

São quase dois meses sem cair um pingo de água do céu, e quase dois meses de pessoas com problemas respiratórios, problemas de pele, nariz sangrando, sem falar no mal estar que o tempo seco e o calor nos proporcionam.

Mas você deve estar pensando, qual a relação do homem mexendo na natureza com o clima seco e quente? Digamos que seria uma relação bem intima.

O homem destrói a natureza, derruba arvores, queima florestas, polui o ar, acaba com a camada de ozônio, e somando tudo isso surge o “tal” aquecimento global.

O aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão que provoca um aumento da temperatura média superficial global, e que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Daí então, a explicação dos quase dois meses sem chuva.

Mas já que não adianta chorar o leite derramado, abaixo estão algumas dicas para nos protegermos do clima quente e seco:

- Tome muita água. Sucos naturais frescos e água de coco são boas opções para hidratar;

- Mantenha a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas alérgicos;
- Prepare os alimentos o mais próximo possível do horário de consumo;

- Mantenha bebidas e alimentos refrigerados em temperaturas baixas;

- Substitua frituras por alimentos assados, assim como o sorvete de massa por picolé, especialmente de frutas. Queijos amarelos podem ser trocados por queijos brancos;

- Durma em local arejado e umedecido. Pode-se utilizar umidificadores de ar, toalhas molhadas ou reservatórios com água nos quartos;

- Fique atento às variações de temperatura. Na rua costuma-se estar calor, mas ao entrar em ambiente refrigerado a brusca queda de temperatura pode facilitar a ocorrência de doenças;

- Evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele;

- Use soro fisiológico para olhos e narinas, em caso de irritação;

- Pacientes com antecedentes de doenças alérgicas respiratórias, como bronquite e rinite, costumam ter crises com a baixa umidade do ar. É importante procurar um médico e, claro, seguir suas recomendações.

No mais, é torcer para São Pedro mandar chuva!