por Freitas Netto
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu hoje, por unanimidade, que a fidelidade partidária deve ser aplicada também para cargos majoritários.
Isso significa que, de agora para frente, o presidente da República, senadores, governadores e prefeitos não poderão mais mudar o partido que os elegeu.
No começo do mês, o TSE já havia aplicado a fidelidade partidária para os eleitos pelo sistema proporcional, que são os deputados estaduais, federais e vereadores.
O relator do caso, Carlos Ayres, recomendou que o político que desrespeitar a decisão e trocar a legenda partidária que o elegeu deverá perder o mandato.
O grande debate desse assunto é: de quem é o cargo, do eleito ou do partido?
O candidato usa seu nome e sua imagem para se eleger. Isso dá idéia de que o cargo e dele.
Porém, para se candidatar, o político escolhe um partido. Esse partido possui suas ideologias e suas normas.
O PT, por exemplo, tem, ou deveria ter, como ideologia a melhoria de vida dos trabalhadores, buscando alcançar os direitos desse grupo.
Então, se um candidato entrar num partido que tem uma visão e logo na frente fizer o troca-troca partidário, consequentemente, ele está trocando sua ideologia.
Isso, no meu ponto de vista, fere a confiança do povo que o elegeu.
É como se o povo votasse em uma “idéia” e depois, simplesmente, ela ser jogada de lado.
Mas, está decido!
É o fim dessa orgia louca de políticos correndo de um lado para o outro buscando interesses próprios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário