sábado, 29 de setembro de 2007

Um ano de CAOS

por Freitas Netto

Hoje são 29 de setembro de 2007. Exatamente um ano após um dos maiores acidentes da aviação aérea brasileira, o vôo 1907 da Gol.

Fiquei me perguntando: o que escrever de útil para os meus caros leitores sobre esse acidente?

Passei o dia imaginando se faria uma homenagem às famílias ou se iria, simplesmente, relembrar o fato.

Decidi por fazer, mais uma, reflexão sobre nosso país.

O avião da Gol que fazia o vôo 1907 seguia de Manaus (AM) para o Rio, com escala em Brasília (DF), quando bateu em um Legacy da empresa de taxi aéreo dos Estados Unidos.

Hoje sou obrigado a ler uma notícia como essa na Folha:

Um ano após queda do vôo 1907, familiares ainda cobram respostas

A Polícia Federal aponta como responsáveis do acidente os pilotos americanos Joe Lepore e Jan Paladino, do Legacy.

Já o Ministério Público aponta a culpa para quatro controladores de vôo.

Esses, por sua vez, jogam a culpa no sistema de tráfego aéreo, dizendo ser defasado e cheio de falhas.

A FAB (Força Aérea Brasileira) nega falha em seu sistema e a afirmar que "algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados".

E no meio dessa bagunça estão os familiares das vítimas, que apenas querem saber quem são os culpados pela morte de seus entes.

Mas, e nós? Enquanto essa falha não é descoberta nós também podemos passar pelos mesmos riscos.

Que país é esse? Lugar em que a morte de 154 pessoas não basta para que um julgamento sério seja feito.

Lugar em que mais de um ano de investigações não chegam a lugar algum.

Lugar em que a população tem medo do seu próprio tráfego aéreo.

Bem-vindo, esse lugar é o Brasil!

Enquanto esperamos resposta sobre a tragédia da Gol, outros acidentes vão acontecendo.

Daqui a dez meses tenho que começar a pensa o que escrever sobre o acidente do Vôo 3054 da TAM.

Outro fato que completará um ano e, provavelmente, também não haverá respostas sobre os culpados!

Indignações!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Fumantes com bom senso

por Thaís Naves

Sinceramente eu fico pensando o que leva uma pessoa a pegar um cigarro, acender e fumar, e por incrível que pareça, fumar as 7 e meia da manhã.

Todo dia de manhã chego à minha faculdade e me deparo com diversos fumantes, sendo a maioria fumantes passivos.


Os fumantes passivos são os indivíduos que não fumam, mas estão expostos à fumaça de cigarros de parentes, amigos ou colegas de trabalho.

O cigarro é o maior poluidor ambiental doméstico, segundo a Organização Mundial da Saúde. Como as pessoas passam 80% de seu tempo em locais fechados no trabalho, nas residências ou em locais de lazer há grande risco de exposição excessiva a esta fumaça.

A única explicação para as pessoas fumarem a todo o momento e em qualquer lugar só pode ser o vício.

Mas tudo bem, cada um sabe o que faz da vida, tem direito de ter seus vícios, mas um pouco de bom senso não faz mal para ninguém.

Quando digo para os fumantes terem bom senso é no sentido de começarem a olhar aos seus redores antes de fumar.

Primeiro: ver se o local é adequado para fumar, se não é um ambiente fechado. Nossa, fumar em local fechado deveria ser considerado crime.

Segundo: verificar se não há ninguém próximo (muito próximo, como acontece nas mesas da cantina da minha faculdade) que vá se incomodar com a fumaça.

Terceiro, e ultimo: depois que fumar não custa nada lavar as mãos ou comer uma balinha, pois o cheiro da fumaça fica impregnado e incomodando quem está por perto.

Estava vendo o Jornal Hoje algumas semanas atrás e vi uma reportagem que a maioria das grandes empresas tem um local para os empregados fumarem. Achei essa idéia ótima.

E sabia que essa restrição de lugares para fumar e um fumante com bom senso podem trazer benefícios? Veja:

  • Filhos de pais e mães que não fumam terão maior probabilidade de não serem fumantes.
  • Aumento de produtividade em ambientes de trabalho onde não é permitido fumar.
  • Ambientes onde não é permitido fumar têm menores risco de incêndio e outros acidentes.
  • As pessoas que freqüentam ambientes onde não é permitido fumar têm menor custo com a saúde.
  • Há maior durabilidade e menor custo de manutenção e de substituição de equipamentos, móveis e carpetes em locais onde é restringido fumar.
  • As restrições para fumar estimulam os tabagistas a diminuírem o número de cigarros consumidos ou até parar de fumar.
  • Não fumantes que trabalham em locais com regulamento têm mais probabilidade de solicitar a um visitante que não fume em sua residência.

Dessa forma, com um pouco mais de bom senso e educação não há problema nenhum em ser um fumante. Quer dizer, não há problema dentro da sociedade, mas em relação à saúde, bom, essa parte eu deixo para os médicos falarem.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Velho é o seu preconceito

por Thaíse Castro

Os idosos representam cerca de 9% da população brasileira segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Nos próximos 20 anos, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais, pode dobrar, passando de 15 milhões para 30 milhões.

Ainda segundo o IBGE, a proporção de pessoas da terceira idade vem crescendo mais rapidamente que a proporção de crianças no país.

Em 1980, para cada 100 crianças, existiam 16 idosos. Vinte anos depois, esse quadro já havia mudado bastante, passando a uma proporção de 30 idosos para cada grupo de 100 crianças.

A mudança numérica desse quadro só foi possível devido a queda da taxa de fecundidade e aos avanços da medicina, permitindo um significativo aumento da expectativa de vida da população.

Alguns países da Europa, como Dinamarca, Suécia e Áustria, são considerados “países velhos” por possuírem grande parte da sua população composta por idosos.

De acordo com o IBGE, não estamos longe de nos tornamos um “país velho.” Mas, estamos longe de ampararmos os nossos idosos como os Europeus.

Até o ano de 2006, o dia do idoso era celebrado no dia 27 de Setembro. Porém, em razão da criação do estatuto do idoso em 1º de Outubro de 2003, a comemoração foi transferida para 1º de outubro de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.

Mas, o que nos custa fazer uma reflexão ainda em função da data antiga?

Nesta semana, o aposentado Reginaldo Lopes Lobão, 71, foi barrado na Rodoviária de Goiânia pela Viação Araguarina, enquanto tentava usufuir de um direito que a lei lhe garante.

Reginaldo tentava embarcar gratuitamente, mas foi impedido.

O Estatuto do Idoso garante a pessoas com mais de 60 anos, e com renda igual ou inferior a dois salários mínimos, o direito a duas vagas gratuitas em viagens interestaduais.

O Estatuto também garante outros 118 artigos que estabelecem punições para crimes contra os maiores de 60 anos e regulamentam os direitos no que diz respeito à vida, liberdade, saúde, educação, profissionalização, previdência social, habitação e transporte.

Tantos direitos que são desrespeitados diariamente por grande parte da população, por desconhecimento, ignorância ou má vontade.

Quantos idosos estão esquecidos em asilos que os maltratam, quantos esperam por atendimento deitados no chão de hospitais, quantos perderam a força de trabalho e com isso a função como cidadão, quantos esperam por um abraço de um ente querido, quantos avôs e avós desejam contar suas experiências para os netos?

Mas, não há consciência para isso. Um filho não tem tempo de cuidar do pai velho e doente, o neto prefere passar horas no computador a escutar uma história de seu avô, a empresa dá preferência para funcionários mais novos.

Medidas isoladas já estão sendo tomadas por parte do governo para que o país tenha estrutura para apoiar a terceira idade.

Brasília foi a primeira localidade a criar uma Subsecretaria para Assuntos do Idoso, além de instituir o Estatuto do Idoso.

Entretanto, essas ações devem ser realizadas em conjunto com políticas sociais que preparem a sociedade para o envelhecimento da população.
Não se trata de instituir um único dia do ano para os idosos.

Trata-se de respeitá-los todos os dias de sua velhice, garantindo a eles todo o respeito, dedicação e direitos.

Cabelos brancos são símbolo de experiência de vida e muita história para contar.

A presidente do Conselho Estadual do Idoso – Goiás - Mafalda Paz Esteves, orienta os idosos que não conseguirem embarcar gratuitamente em viagens interestaduais a fazer denúncias pelo telefone(62) 3201-3098.

Nunca antes na história deste país...

por Freitas Netto

Na madrugada de quarta para quinta-feira, os nossos incansáveis deputados driblaram a fome e o sono para votar o destino da CPMF (Cobrança Provisória sobre a Movimentação Financeira).

A votação durou até às 2h30 da madrugada.

Com larga diferença de votos (30 votos além do mínimo de 308 votos que eram necessários), nesse primeiro turno, a CPMF está prorrogada até 2011.

Como disse a Folha On-line: vitória para o governo.

Mas ainda não acabou.

A votação continua nas mãos dos deputados. Ela segue para segundo turno e deve ter os 308 votos novamente.

Assim que for aprovada pelos deputados, ela vai para o Senado Federal, onde também será votada em dois turnos.

Parece complicado demais? Imagina!

Todos os integrantes do governo estão com muita pressa, pois a Constituição dita o fim da CPMF no dia 31 de dezembro desse ano.

Isso explica as sessões extraordinárias que varam madrugada a fora.

Mas se alguém tem esperanças de que a CPMF seja extinta, pode apagar essa luz no fim do túnel.

Com certeza vamos continuar a pagar essa taxa.

O Presidente Lula já está mexendo os pauzinhos para que a CPMF não seja extinta.

Ele já marcou um jantar, para a próxima terça-feira, com os líderes dos 11 partidos que apóiam o governo.

O objetivo desse jantar: definir uma estratégia que garanta vitória no segundo turno das votações da cobrança da CPMF.

É mole?

Para descontrair, eu estou postando essa charge que representa a situação do Presidente Lula:


terça-feira, 25 de setembro de 2007

Mais um passo para a transparência

por Freitas Netto

Hoje o Brasil presenciou mais um passo para a transparência na política.

O senador Almeida Lima (PMDB-SE), forte aliado de Renan Calheiros, entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesse processo ele queria que as votações contra o senador Renan Calheiros, no Conselho de Ética do Senado, fossem secretas.

Mas você está se perguntando: As votações não eram secretas?

De acordo com a Constituição Federal, as votações devem ser secretas no plenário do Senado.

Porém, a Constituição não diz como devem ser os votos no Conselho de Ética, local onde Renan Calheiros será julgado por quebra de decoro.

A boa notícia para nós, brasileiros, é que o mandado expedido pelo senador Almeida, para que essas votações contra Renan fossem secretas, foi indeferido.

A ministra Cármen Lúcia, do STF, foi a responsável pelo veto ao processo.

Agora Renan Calheiros será julgado pelo Conselho de Ética e os senadores terão que mostrar os seus votos.

Ponto para o Brasil!

E por falar em Renan...

(quero aproveitar o momento e dizer que não possuo rixas pessoais contra o senhor Calheiros, apenas abordo assuntos que estão em destaque na mídia)

...apesar de ter sido absolvido na votação no Senado, ele ainda responde a outros três processos por quebra de decoro parlamentar.

Amanhã, o Conselho de Ética vai decidir se esses processos serão votados em uma única sessão ou se serão julgados individualmente.

Agora é torcer para que ele não prove sua “inocência” novamente.

Ponto para a transparência!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Bi-bi, fôm-fôm, sai da frente!

por Freitas Netto

Basta dar uma volta pelo trânsito de Goiânia para perceber um verdadeiro caos.

São reclamações para todos os lados.

Excesso de carros, descaso com o transporte público, falta de respeito e cidadania, engarrafamentos em horários de pico, etc.

Os dados explicam as causas de alguns desses problemas.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Goiânia até o ano passado já possuía um frota de mais de 720 mil veículos.

Isso coloca a capital goiana em primeiro lugar do ranking brasileiro de número de carros por habitantes.

São quase 1,6 habitantes para cada carro.

Ainda segundo o Detran o número de carros licenciados em Goiânia está aumentando gradativamente.

Somado isso ao fato de que nossa capital foi inicialmente planejada para 30 mil habitantes, podemos ter uma primeira explicação para essa situação caótica.

O pouco investimento em infra-estrutura e a falta de planejamento também contribuem para a atual situação.

Um exemplo de investimento mal planejado é a Marginal Cascavel, que leva nada a lugar nenhum. Não ajuda a desafogar o trânsito da capital.

Outro fator que influencia para esse trânsito terrível é a nossa falta da cultura de carona.

São inúmeros os casos de pessoas que moram no mesmo setor e vão para os mesmos lugares todos os dias, mas preferem ir cada um no seu carro.

Repare no nosso trânsito: a grande maioria dos carros circula com apenas uma pessoa dentro.

Ou seja, os veículos andam praticamente vazios enquanto o sistema de transporte coletivo está lotado.

Quem depende de ônibus sabe que a demanda da frota não comporta o número de usuários.

Usar o transporte público em horários de pico parece um desafio, que começa na briga para conseguir entrar dentro de um ônibus lotado e termina na tentativa de “chegar inteiro” no trabalho ou em casa.

Dados do Detran, até julho desse ano, mostram que foram registrados mais de 13 mil acidentes na capital.

Isso dá em média cerca de 70 acidentes por dia.

Convenhamos que a grande maioria dos motoristas e motociclistas parecem não conhecer as leis de trânsito e muito menos noções de cidadania.

Não sabem controlar a velocidade em vias públicas, não respeitam a sinalização e não respeitam o próximo.

Como diz um conhecido: “Usam mais a buzina do que a cabeça”.

Devido a esse tipo de comportamento a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) está fazendo campanhas como a Semana de Educação no Trânsito, que ministra cursos para um tráfego melhor na capital. (para ver informações sobre essa campanha clique aqui)

Não basta que investimentos sejam feitos na infra-estrutura e que a fiscalização do trânsito seja mais rígida. Temos que mudar individualmente.

Repense nas suas atitudes no trânsito!

E chame seu vizinho para uma carona amanhã!

Crédito da foto:
http://www.vidigas.blogger.com.br/

sábado, 22 de setembro de 2007

Uma boa notícia para a “cara” do Brasil

por Freitas Netto




A charge é bem chocante, mas retrata a pura realidade do país.

No entanto, imagens como esta estão diminuindo.

É o que mostra a pesquisa Miséria, Desigualdade e Política de Renda: O Real do Lula, da Fundação Getúlio Vargas, que revelou:

A proporção de brasileiros situados abaixo da linha de pobreza caiu de 35% para 19% do total da população brasileira – entre 1993 e 2006.

Só entre 2005 e 2006, seis milhões de brasileiros deixaram de ser miseráveis.

A pesquisa considera como miseráveis as pessoas com renda até R$ 125 por mês.

Esses dados representam políticas públicas do governo Lula, que normalmente atingem a parcela pobre da população com programas como o Bolsa Família, Fome Zero, etc.

O grande problema dessas políticas públicas são as “esmolas”.

Programas como o Fome Zero e o Bolsa Família dão, eu disse dão do verbo dar, dinheiro e comida para a população carente.

Em troca existe um incentivo, por exemplo o da educação, ou seja, para ganhar o dinheiro os pais devem manter os filhos no colégio.

O grande problema é a falta ou a deficiência da fiscalização.

No início desse mês uma denúncia levou a descoberta que a mãe da ex-BBB Grazi Massafera recebia o benefício do Bolsa Família. (para ver a matéria completa CLIQUE AQUI)

Se essa troca entre as famílias e o governo não é respeitada, ou seja, se o governo paga e as famílias não cumprem com o incentivo, tudo acaba se tornando uma grande esmola.

Então, quando pesquisas como essas são feitas percebemos que a classe mais pobre está deixando a linha da miséria. Mas até quando?

Dar dinheiro para a população não é a solução.

A solução é investir urgentemente em educação de verdade, para que a médio e longo prazo a população seja qualificada, tenha condições de trabalhar e arrumar um emprego digno.

Entrando na onda das metáforas: O governo deve ensinar a pescar e não apenas dar o peixe.

Créditos da charge: Rafael Borges
Obrigado pelo trabalho primo!


quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Presidente, socorre o Brasil!

por Thaíse Castro

Calça jeans, chinelo e camisa, portador de hanseníase, caminhando sem comer e com quatro filhos para criar.

Profissão: lavrador.

Desafio: falar com o presidente Lula.

Ângelo de Jesus, lavrador de Pindobaçu (BA), foi a pé de sua cidade à Brasilia para conversar com o presidente, tentando expor seu sofrimento.

Voltando um pouco ao passado, peço que façamos uma reflexão para entendermos a atitude de Ângelo.

Ao surgir como líder sindicalista, Lula ganhou a simpatia de muitos trabalhadores por todo o Brasil. Inevitavelmente, o povo se identificava com o seu perfil; a luta era a mesma, o desejo de mudança também.

Durante os doze anos de tentativa de se eleger presidente, Lula sempre se pôs ao lado do povo, a favor do combate ao capitalismo selvagem. E ser visto como povo não era difícil, ele era um deles também.

Em 2002, quando a maioria dos brasileiros votou em Lula, inclusive eu, o cansaço em relação aos erros da direita era visível, mas a esperança também.

Lula era a chance que o Brasil tinha de, finalmente, ir para frente, acabar com a corrupção, distribuir renda, oferecer saúde e educação de boa qualidade...ah, esperávamos tantas mudanças!

Porém, a mudança, de fato, nunca ocorreu. Continuamos vendo violência, corrupção, miséria, fome, e vemos muitos “Ângelos” pelo Brasil à fora.

Grandes evoluções e profundas alterações na economia e na política de um país não acontecem em quatro ou oito anos, isso leva muito tempo, requer investimento na base.

Mas, não dá para os “Ângelos” esperarem esse tempo todo. Eles estão doentes, desempregados, vendo os filhos indo dormir com fome, caminhando para o mesmo destino dos pais.

Em meio ao desespero, nosso protagonista, Ângelo, decidiu ir falar para o companheiro Lula que assim não dá. Mas, não conseguiu transmitir sua mensagem. Aquele Lula em quem ele votou, aquele que era do povo, não o recebeu. Mas ouviu o seu pedido de “Presidente, socorre eu!”

Imobilizado pelos inúmeros seguranças do planalto, Ângelo viu a sua caminhada em direção à solução dos seus problemas ser esmagada pelo poder que é muito maior que a sua fome.

Um médico do Planalto e um representante do gabinete de Lula foram designados para avaliarem a situação de Ângelo. Quisera os tantos outros “Ângelos” receberem um atendimento médico também.

Não só atendimento médico, mas, também, escola para os filhos, comida para a família, saneamento básico para o bairro, emprego, dignidade.

É isso que o Brasil deseja: dignidade. Mas, enquanto não a conseguirmos, esperaremos nas filas dos hospitais, nos sinais, pedindo esmolas, morando debaixo de pontes, reféns da violência, dos traficantes e dos corruptos.

"Presidente, socorre o Brasil!"

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Nós merecemos!

por Freitas Netto

"
A verdade tem muita força, eu sempre disse que íamos ganhar. A inocência, ela sempre prepondera.
"
Renan Calheiros
Presidente do Senado
19/09/2007


Primeiro passo para a transparência

por Freitas Netto


O caso da votação que livrou Renan Calheiros de suas acusações é um exemplo de como faz falta o voto aberto nas sessões do Congresso.

Em entrevista ao Jornal Anhanguera, o Senador Demóstenes Torres, de Goiás, fez uma declaração que me deixou mais indignado com a política.

Ele afirmou que no dia seguinte à absolvição de Renan foi feita uma pesquisa interna para saber quem havia votado a favor da cassação do Presidente do Senado.

De acordo com Demóstenes, a contagem chegou a quase 50 senadores, sendo que o resultado oficial foi que Renan recebeu 40 votos pela absolvição e 35 pela cassação.

Ou seja, existem muitos senadores mentindo que querem a saída de Renan, porém, na hora de dar o voto acabaram optando pela sua permanência.

E como nós, eleitores, ficamos? Será que aquele escolhido por você para nos representar no Congresso é um desses?

São perguntas que devido ao voto secreto não podem ser respondidas.

Nas próximas eleições, provavelmente, o seu candidato irá dizer que esteve contra a “sujeirada” de Renan Calheiros. Mas quem irá provar se é verdade ou mentira?

A situação parece estar mudando. Hoje, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou uma emenda que acaba com o voto secreto em todas as sessões do Congresso.

Mas calma! Para que a emenda seja aprovada, ela deve passar pelo Senado em dois turnos de votação e atingir um total de 49 votos a favor.

Depois, caso seja aprovada, a emenda ainda segue para a Câmara dos Deputados, onde também precisa ser aprovada em duas etapas.

O senador Aloizio Mercadante fez a seguinte declaração para a Folha:

“É um dos passos mais importantes para a transparência no Congresso. Essa é uma experiência que existe na maioria dos países democráticos. Finalmente demos esse passo”.

Realmente o primeiro passo foi dado. A sociedade tem o direito de saber se seus representantes estão correspondendo às expectativas dos eleitores.

Para que casos como a absolvição de Renan não aconteçam novamente.

E por falar em Renan... Ainda segue no Senado um processo contra seu presidente. Ele é acusado de tráfico de influência em favor da empresa Schincariol.

Se você viu uma pontinha de luz no fim do túnel, esqueça! Esse segundo processo provavelmente deve ser arquivado. Isso porque a única peça de acusação é uma matéria da revista Veja.

Até a oposição acredita ser difícil impedir esse arquivamento.

Em outra entrevista, dessa vez para o Estadão, o senador Demóstenes Torres declarou:

“Apesar da seriedade da representação (acusação contra Renan) é difícil reunir provas para sustentá-la sem o apoio dos dirigentes da Receita Federal e do INSS. Tudo o que está na reportagem é verdade, mas eu tentei e nenhuma das autoridades que passaram a informação quis falar".

Já que o senador Renan Calheiros está longe de qualquer tipo de punição, o jeito é torcer (e colocar pressão nos nossos governantes) para que o voto secreto seja extinto.

Transparência já!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ainda tenho que pagar pelo diploma?

por Freitas Netto

Em faculdades particulares o preço cobrado das matrículas inclui os serviços vinculados, como utilização de laboratórios, material de ensino coletivo, boletins e documentações.

Apesar dos altos valores cobrados nas mensalidades, é comum as faculdades cobrarem uma taxa de diploma no final do seu curso de graduação e pós-graduação.

Em Goiânia, essa taxa pode variar entre R$ 50 à R$ 150, dependendo do material que o diploma será impresso.

O Ministério Público Federal entrou com uma liminar na cidade de São Paulo e conseguiu que 13 faculdades particulares deixassem de cobrar a taxa.

Em entrevista ao site G1, o secretário de Educação superior do MEC, Ronaldo Mota, afirmou não há base legal assegurada para a cobrança dessa taxa.

Algumas faculdades de Goiânia já deixaram de cobrar pelo diploma, como por exemplo a Universidade Salgado Oliveira (Universo).

Procure saber se sua faculdade cobra por esse serviço. Caso isso aconteça, o site G1 aconselha buscar a procuradoria da nossa região.

Vale a pena tentar, pois o assunto está sendo tratado em várias partes do país.

Convenhamos que após cinco anos de mensalidades caríssimas, ainda ter que pagar pelo diploma é abusivo.

Para ver a matéria completa do G1 CLIQUE AQUI

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cadê a chuva?



É, o homem foi mexendo, mexendo, mexendo... até que uma hora a natureza tinha que reagir!
O pior é que agora quem enfrenta essa reação da natureza, literalmente na pele, ou melhor, no corpo, somos nós.

São quase dois meses sem cair um pingo de água do céu, e quase dois meses de pessoas com problemas respiratórios, problemas de pele, nariz sangrando, sem falar no mal estar que o tempo seco e o calor nos proporcionam.

Mas você deve estar pensando, qual a relação do homem mexendo na natureza com o clima seco e quente? Digamos que seria uma relação bem intima.

O homem destrói a natureza, derruba arvores, queima florestas, polui o ar, acaba com a camada de ozônio, e somando tudo isso surge o “tal” aquecimento global.

O aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão que provoca um aumento da temperatura média superficial global, e que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Daí então, a explicação dos quase dois meses sem chuva.

Mas já que não adianta chorar o leite derramado, abaixo estão algumas dicas para nos protegermos do clima quente e seco:

- Tome muita água. Sucos naturais frescos e água de coco são boas opções para hidratar;

- Mantenha a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas alérgicos;
- Prepare os alimentos o mais próximo possível do horário de consumo;

- Mantenha bebidas e alimentos refrigerados em temperaturas baixas;

- Substitua frituras por alimentos assados, assim como o sorvete de massa por picolé, especialmente de frutas. Queijos amarelos podem ser trocados por queijos brancos;

- Durma em local arejado e umedecido. Pode-se utilizar umidificadores de ar, toalhas molhadas ou reservatórios com água nos quartos;

- Fique atento às variações de temperatura. Na rua costuma-se estar calor, mas ao entrar em ambiente refrigerado a brusca queda de temperatura pode facilitar a ocorrência de doenças;

- Evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele;

- Use soro fisiológico para olhos e narinas, em caso de irritação;

- Pacientes com antecedentes de doenças alérgicas respiratórias, como bronquite e rinite, costumam ter crises com a baixa umidade do ar. É importante procurar um médico e, claro, seguir suas recomendações.

No mais, é torcer para São Pedro mandar chuva!

Quanta gentileza! Sobram elogios para todos os lados

Renan Calheiros foi absolvido de parte das acusações, o Lula está viajando e o Senado tem que votar a prorrogação da CPMF. Está tudo certo? Errado!

O jogo de interesses políticos está só começando.

No último dia 15, o Presidente Luiz Inácio declarou não perceber uma sensação de impunidade no país com a absolvição de Renan Calheiros.

Hoje foi a vez do Presidente do Senado. De acordo com o site G1, dois integrantes da tropa de Renan disseram que ele está "muito satisfeito" e classifica como "irretocável" a ação de dois fortes nomes do seu grupo de proteção: o Presidente Lula da Silva e o senador José Sarney (PMDB-AP).

Ainda de acordo com o G1, Renan analisou cuidadosamente as declarações públicas de Lula e concluiu que o presidente foi leal do início ao fim.

Esses elogios de um lado e de outro tem uma explicação lógica: Interesses políticos.

A prorrogação da CPMF é a oportunidade perfeita para Renan desviar a atenção de suas acusações. Ele sabe que, junto a outros líderes do governo no Senado, pode ser decisivo na vitória da renovação desse imposto.

Caso isso aconteça, em 2008 o governo Lula vai ter quase 39 bilhões de reais arrecadados. Então, formar as “alianças políticas” e fazer certos elogios à Renan são estratégias do governo para garantir uma possível prorrogação da CPMF.

Claro que o Renan está com o nome sujo, porém, dentro do Senado ele tem muitos aliados. Prova disso, foi não ter sido cassado pelas acusações que envolviam seu nome com o escândalo da Mônica Veloso.

Apesar de Lula estar tecendo comentários bondosos sobre a absolvição de Renan, o PT, de acordo com o Globo News, teria interesses que o Presidente do Senado se afastasse temporariamente, pois assim, quem assume o cargo é Tião Viana, do PT, é claro!

Isso atrairia, para o lado do governo, a oposição do Senado, que nesse momento está contra o Renan e contra a prorrogação da CPMF.

Apostem suas fichas.

Renan: sai ou fica?

CPMF: prorroga ou não prorroga?

E nós? Só esperamos para ver onde essa novela vai dar!

domingo, 16 de setembro de 2007

Pizza à moda da casa!

Lula afirmou que não percebe uma sensação de impunidade no Brasil com a absolvição de Renan Calheiros.

Qualquer semelhança entre o vídeo e a vida real é mera coincidência.

Sem comentários...

CPMF, Lula, Renan... e você! O que você tem a ver com isso?

Essa história de prorroga CPMF, não prorroga CPMF está dando o que falar. Pra quem não está informado sobre o assunto vou tentar explicar.

CPMF é a Contribuição Provisória (desde 1996) sobre a Movimentação Financeira. É uma arrecadação Federal. É destinada ao Fundo Nacional de Saúde e ao Fundo de Combate à Pobreza.

O grande problema é que esse imposto que deveria ter durado apenas dois anos já está aí há mais de dez

Em todo esse tempo o Governo arrecadou 200 milhões de reais que deveriam ter sido investidos nos fundos acima citados, no entanto, o sistema público de saúde, por exemplo, vai muitíssimo bem, obrigado. (sic)

O assunto “CPMF” está na mídia atualmente pelo seguinte motivo: A Contribuição deveria acabar em 31 de dezembro deste ano, mas existe uma proposta do Governo Federal que o renovaria por mais quatro anos.

Caberá aos Deputados Federais e aos Senadores votarem, nesse mês, se ela será ou não prorrogada

Enquanto isso, na Dinamarca, em mais uma viagem de negócios entre países (?), o Presidente Lula foi informado de que a oposição estava contra a prorrogação da CPMF.

O Presidente declarou:

“E você queria que a oposição dissesse o quê? Eles estão fazendo o papel deles, o que eu fazia quando não era governo.Eu fui à bancada do PT reclamar da CPMF. Mas não sou um poste, sou um ser humano. Você não governa com “principismo”. Quando você está no governo, você governa.”

Claro que nós sabemos que o Sr. Luiz Inácio é um ser humano e que pode mudar de opinião. Ainda mais tendo nas mãos a possibilidade de perder um montante na casa das dezenas de bilhões de reais, caso a CPMF não seja prorrogada.

Já pensou como seria difícil para o Governo perder tanto dinheiro em arrecadação assim por ano?

Nosso sistema de saúde ficaria um caos. Os médicos seriam mal pagos, faltaria remédio e leitos nos hospitais e as pessoas morreriam em filas de espera. Ainda bem que existe a CPMF que gera dinheiro suficiente para manter um sistema de saúde impecável como no Brasil. (sic)

Na mesma coletiva de imprensa, Lula declarou não perceber uma sensação de impunidade no país com a absolvição de Renan Calheiros.

Lembre-se que o Presidente é um ser humano e pode mudar de opinião. É o que esperamos.

Enquanto isso, vamos aguardar alguns dos nossos deputados e senadores, como o Renan e outros, decidirem o que será da minha e da sua vida financeira.

Me vê outra rodada de PIZZA! Está servido?

sábado, 15 de setembro de 2007

Olha elas aí geeente!

O Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2006, divulgado pelo IBGE na sexta-feira, 14 de setembro, dentre vários dados, mostrou que o crescimento de emprego beneficiou as mulheres.

Os homens estão ficando para trás e elas vêm com tudo por aí.

Os dados mostram que em 1996 os homens empregados chegavam a 69%. Já em 2006 esse número baixou para 68%.

Para as mulheres, a participação no mercado de trabalho em 1996 era de 41,9%. Esse número chega à 46,8% em 2006.

O crescimento de mulheres no mercado de trabalho é uma tendência expressiva.

Ainda de acordo com o Pnad, a taxa de mulheres em 2004 era de 43,1%; em 2005, 43,5%; e, em 2006; 43,7%.

Essa pesquisa é apenas um retrato da capacidade das mulheres.

Os dados não mostram que muitas vezes elas chegam do “mercado de trabalho” e ainda têm que fazer os serviços domésticos e cuidar dos filhos e do marido.

Parabéns para mulheres que estão conquistando (e tirando) o espaço dos homens. Acho bom eu tomar cuidado!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mudando a história, com Renan Calheiros

por Freitas Netto

É verdade que toda a sociedade brasileira está cansada de ouvir falar em corrupção, roubalheira e descaso com nossa administração pública e política.

O Instituto Transparência Internacional (TI), de Londres, já havia divulgado o que já sabíamos a tempo: somos um país corrupto. Tiramos nota 3,7 no ranking da corrupção (em uma escala de 0 a 10, sendo 10 a melhor nota)

Mas o governo sempre arrumava um jeito de dar a volta por cima, jogando a culpa em uma só pessoa quando os escândalos apareciam. Assim, eliminar aquele “escolhido” dava a impressão que o mal tinha sido cortado pela raiz e que a corrupção havia sido dizimada.

Foi o que aconteceu com o Collor quando sofreu o impeachment. Todos na rua gritando: “Fora Collor!”. Ele saiu, mas e a corrupção? Essa continuou lá.

Aconteceu também com o PC Farias. A morte dele foi um alívio para muita gente, pois, ele levou todo aquele mar de lama para dentro do caixão. Temos também o Roberto Jefferson, Marcos Valério, etc, etc, etc.

Poderia citar uma lista de pessoas que foram “escolhidas”. Mas nenhuma se compara com nosso amigo Renan Calheiros.

Renan teve o nome envolvido no escândalo da jornalista Mônica Veloso. O lobista Cláudio Gontijo teria pago pensão mensal de doze mil reais para uma filha de três anos que o senador tem com a jornalista, além do aluguel de 4,5 mil reais, de um apartamento de quatro quartos em Brasília.

O nome do Senado brasileiro estava na lama novamente. E claro, Renan foi o novo “escolhido”. Tirar o Presidente corrupto da cadeira daquela instituição devolveria o valor ético e moral ao governo.

Renan foi levado a julgamento pelo Senado. Pela trajetória histórica da corrupção política no Brasil eu estava certo de que Renan seria massacrado pelos seus colegas senadores. Ao invés de Renan, quem caiu da cadeira fomos nós.

O relatório que pedia sua cassação foi rejeitado pelo plenário da Casa por 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e 6 abstenções. Eram necessários 41 votos para que ele fosse cassado.

A história mudou. Agora eu quero ver o que vai acontecer. Renan, “o nome sujo”, continua como Presidente do Senado. Tenho pensado se a culpa é nossa. Se deveríamos ter feito um “bafafá” maior, se a imprensa deveria ter colocado mais pressão.

Mas cheguei à conclusão que a culpa é de um Sistema defasado e de um grupo de sem-vergonhas que utilizam à política para enriquecer, ao invés de olhar pelo povo.

Nada que um ou dois meses não resolvam. Sempre esquecemos tudo rápido mesmo. Agora com licença que vou comer uma PIZZA e ver a “Playboy” da Mônica Veloso.

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