por Freitas Netto
A charge é bem chocante, mas retrata a pura realidade do país.
No entanto, imagens como esta estão diminuindo.
É o que mostra a pesquisa Miséria, Desigualdade e Política de Renda: O Real do Lula, da Fundação Getúlio Vargas, que revelou:
A proporção de brasileiros situados abaixo da linha de pobreza caiu de 35% para 19% do total da população brasileira – entre 1993 e 2006.
Só entre 2005 e 2006, seis milhões de brasileiros deixaram de ser miseráveis.
A pesquisa considera como miseráveis as pessoas com renda até R$ 125 por mês.
Esses dados representam políticas públicas do governo Lula, que normalmente atingem a parcela pobre da população com programas como o Bolsa Família, Fome Zero, etc.
O grande problema dessas políticas públicas são as “esmolas”.
Programas como o Fome Zero e o Bolsa Família dão, eu disse dão do verbo dar, dinheiro e comida para a população carente.
Em troca existe um incentivo, por exemplo o da educação, ou seja, para ganhar o dinheiro os pais devem manter os filhos no colégio.
O grande problema é a falta ou a deficiência da fiscalização.
No início desse mês uma denúncia levou a descoberta que a mãe da ex-BBB Grazi Massafera recebia o benefício do Bolsa Família. (para ver a matéria completa CLIQUE AQUI)
Se essa troca entre as famílias e o governo não é respeitada, ou seja, se o governo paga e as famílias não cumprem com o incentivo, tudo acaba se tornando uma grande esmola.
Então, quando pesquisas como essas são feitas percebemos que a classe mais pobre está deixando a linha da miséria. Mas até quando?
Dar dinheiro para a população não é a solução.
A solução é investir urgentemente em educação de verdade, para que a médio e longo prazo a população seja qualificada, tenha condições de trabalhar e arrumar um emprego digno.
Entrando na onda das metáforas: O governo deve ensinar a pescar e não apenas dar o peixe.
Créditos da charge: Rafael Borges
Obrigado pelo trabalho primo!

4 comentários:
Parabens pelo Blog.
Muito bom os artigos e opiniões de vcs.
Abraços!
Caro jornalista Netto, seu texto, por incrivel que pareça, ficou muito bom! kkkk brincadeira...
E a charge o deixou mais enriquecido ainda.
Interessante os dados que vc coloca. Nesse tipo de pesquisa, primeiro é importante a gente ver a fonte. A FGV, até onde eu sei, tem boa credibilidade. Contudo, mais importante ainda é se fazer uma análise crítica desses dados.
Legal, as pessoas que estao abaixo da linha de pobreza no nosso país passou de 35% para 19%. Mas pq?
Com medidas totalmente paleativas, verdadeiras esmolas, como vc bem coloca, fica fácil melhorarmos os indicadores do nosso país, essa maquiagem é um sucesso.
Isso me lembra muito a brilhantissima criaçao das cotas para negros e pobres em algumas universidades do brasil. Pq sera? Sera pq é mais facil tomar medidas pra agora (paleativas) do q investir na base, demandando muito tempo? Enfim, esses numeros nao devem nos deixar felizes.
Por fim, como nao poderia faltar, minha sugestao! hehe
Netto, seu texto ficou muito bom msm, mas vc peca UM POUCO pela falta de coesao, principalmente pela falta do uso de vírgulas.
Abraço pessoal, espero q todos meus comentarios tenham lhes servido pra alguma coisa.
Vou tentar comentar sempre.
Discordo quando o Duda diz que não temos que nos orgulhar desses números. Temos sim, afinal são pessoas, humanas como nós, que melhoraram um pouco de vida. Para elas, isso é fundamental, é marcante, é o que elas precisavam. Mas, claro, isso não justifica a doação de "esmolas" para sempre, pois sabemos que medidas que coloquem a educação em primeiro plano é que vão dar resultado a longo prazo. Só resta saber quando tais atitudes serão devidamente tomadas.
E obrigada pelos comentários Duda, é importante para nós do blog.
Reino Unido, 1950: o programa de apoio social para reconstrucao pós-guerra comecou a dar benefícios para as pessoas pobres (a.k.a. esmola, como alguns por aí gostam de chamar), e ainda dá até hoje. Sim, tem muitas irregularidades, mesmo aqui onde tudo deveria ser certinho.
Mas 20 anos depois todas as criancas estavam na escola, os hospitais atendiam todo mundo com pelo menos o nível mínimo de equipamentos e leitos, e, surpresa, o Reino Unido tornou-se um dos países de maior qualidade de vida do mundo (podia ter citado os programas de benefícios da Suécia, Noruega ou Islandia e o efeito seria ainda maior).
Mandar a crianca pra escola pra receber dinheiro é um preco justo (e fraudes existem em todos os lugares, é só uma questao de melhorar a fiscalizacao). Porque mesmo se melhorássemos a qualidade de todas as escolas do país, uma família que nao tem dinheiro pra comer vai continuar nao mandando os filhos pra essas escolas boas se eles podem ser usados para conseguir uns troquinhos extras.
E sim, eu concordo que precisamos melhorar e muito a educacao no Brasil, mas nao podemos fazer isso se algumas criancas continuarem sem condicoes de comparecer as aulas. No entanto, acho que programas como "bolsa família" chegam bem perto de "ensinar a pescar". Mais do que isso seria pagar uma "mensalidade" para cada aluno matriculado com 75% de frenquencia no mes (ao invés de nós pagarmos a escola particular, por exemplo).
As coisas tem que ser feitas aos poucos. Primeiro garantimos que as criancas vao estar na escola (ou que mais gente pobre vai para as universidades). Isso gera, nas classes baixas, uma maior valorizacao do ensino, o que faz com que essas criancas que foram ajudadas no futuro percebam como uma boa coisa mandar seus próprios filhos pra escola, e vao criar uma nova cultura baseada na educacao, que é justamente aquilo que pode tirar essas pessoas da pobreza.
Claro, par tudo der certo ainda é preciso mais investimento direto na educacao, mas essa cultura de valorizacao do ensino (presente nos países desenvolvidos mesmo nas classes mais pobres) for criada, entao as famílias vao ficar gradativamente mais ricas e o bolsa família nao vai mais precisar existir. Assim como cotas nas universidades...
É uma medida que pensa no futuro...
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