sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Enfim, ela chegou ao fim! É hora de fazer uma análise

por Freitas Netto

Não sou cientista político e estou longe de ser um.

Mas sempre que perguntavam minha opinião sobre o fim da CPMF eu dizia o seguinte:

Primeiro, se ela acabasse não mudaria nada para o povo, pois, é mais do que óbvio que o governo iria criar novos impostos e aumentariam outros na tentativa de compensar o R$ 40 bi perdidos;

Segundo, para o governo Lula, essa história de prorroga ou não prorroga CPMF era apenas um joguinho da oposição na tentativa de “queimar o filme” do governo, digamos assim, e buscar interesses.

Na verdade, os senadores que votaram o fim da CPMF pouco estavam preocupados com o povo.

Eles apenas queriam saber se o Lula ficaria mal falado e se seus interesses políticos seriam atendidos em troca de votos a favor do tributo.

Por quatro votos, o governo foi derrotado pela oposição e não conseguiu prorrogar a CPMF até 2011.

Foram 45 votos favoráveis à prorrogação, 34 contrários e seis abstenções. Seriam necessários 49 votos para a aprovação.

Agora, façamos uma análise real da situação.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a área da saúde será a mais afetada. Ele disse:

“Em um primeiro momento essa área ficou prejudicada. Então não vou garantir aqueles programas que haviam sido estabelecidos" [referindo-se a fatia de R$ 24 bi que o setor teria nos próximos quatro anos].

Ou seja, a saúde que já está um caos agora tende a piorar, de acordo com as declarações de Mantega.

Agora, a prova de que a oposição só buscava acabar com a imagem do governo Lula, é que, eles já discutem a criação de uma “nova CPMF” para 2008.

É brincadeira? Mal acabaram com o imposto e já discutem o seu retorno.

O senador de oposição do DEM-PI, Heráclito Fortes, ironizou:

"No formato atual, o próprio presidente Lula não aceita o retorno [da CPMF]. Agora, pode, se colocar um botox e tirar umas gordurinhas".

Se você está com essa falsa sensação de alivio nas suas despesas com o fim da CPMF, pode colocar os pés no chão!

Porque em 2008 os tributos vêm com tudo.

E se prepare, pois, teremos grandes surpresas financeiras!

Que tal um imposto sobre o ar respirado? Ou melhor, imposto sobre existência humana?

Dramas a parte, tudo é possível para compensar R$ 40 bi perdidos.

Tenha um feliz Natal e um próspero Ano Novo!

Um comentário:

Anônimo disse...

Hummm, seria ótimo se não existisse mais nenhum imposto, mas aí o País iria a falência não é mesmo. Isso só vai ficar mesmo nos meus sonhos, de nunca mais pagar impostos. Heheheee.
Tenha um FELIZ NATAL.