Mas a coisa está piorando, pois, o prazo final para sua prorrogação está chegando e até agora o governo não tem maioria de votos no Senado para mantê-la até 2011.
O Lula deve estar desesperado. Imagine comandar um país com R$ 40 bi a menos de arrecadação por ano. Não é tarefa fácil.
Se a CPMF não for prorrogada, o presidente terá que aumentar outros impostos para compensar a arrecadação perdida. E garanto que isso não trará boa imagem para ele.
De um lado está o presidente Lula e do outro os senadores. Chega a ser engraçado o joguinho do “prorroga-não-prorroga”.
Lula já declarou a possibilidade de partir para o corpo-a-corpo com os senadores. Essa tentativa seria para convencê-los a votar a favor do governo.
E os senadores cobram isso.
"É importante o presidente da República conversar com alguns senadores”, declarou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp.
E por falar em PMDB, essa é a grande dor de cabeça de Lula.
O partido tem a maior bancada no Senado e é fundamental para que a prorrogação da CPMF seja aprovada.
O problema é que o presidente promete o corpo-a-corpo com senadores, promete uma intensificação no diálogo com o PMDB, promete de enviar uma proposta de reforma tributária ao Congresso.
E adivinhe? Só promessas, pois, nada disso aconteceu até hoje.
Isso deixa os peemedebistas irritados.
O senador Valter Pereira, do PMDB, cogitava votar pela prorrogação da CPMF, mas, disse que agora está em dúvidas porque o governo não manteve a palavra com o partido.
Eles estão sentindo o gostinho da famosa promessa não cumprida, que o povo sente depois de todas as eleições.
O presidente interino do Senado, Tião Viana, do PT, admitiu que o governo está no prazo "limite" para conseguir aprovar a CPMF até o final do ano.
Os governistas trabalham para colocar a matéria em votação, no máximo, entre o Natal e o Ano Novo para que não comecem 2008 sem a arrecadação da CPMF.
Mas hoje, percebo que aquela sensação de certeza da prorrogação não existe mais.
Tanto que, na última segunda-feira, o presidente Lula considerou, pela primeira vez, a hipótese de perder a arrecadação do imposto do cheque.
Até o fim do ano, último prazo para a prorrogação, muita coisa ainda vai acontecer. O futuro do povo está nas mãos de tramitações políticas.
Mas, se pararmos para pensar, não faz a mínima diferença. Já que prorrogando ou não prorrogando a CPMF, nós é que vamos pagar a conta!
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