sábado, 20 de outubro de 2007

Nem Mãe Dinah, nem Walter Mercado, apenas articulações políticas

por Freitas Netto

Quando o presidente afastado do Senado, Renan Calheiros, pediu a licença do cargo, eu escrevi um artigo nesse blog fazendo “previsões” do que aconteceria de agora para frente.

Um dos acontecimentos que citei foi que o PT faria de tudo para que o Renan se afastasse definitivamente, assim, Tião Viana, do PT, o substituiria.

O partido, então, acabaria tendo a presidência da República e do Senado nas mãos.

E não deu outra!

Olhe essa notícia da Folha On line:

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC) convocou reunião da Mesa Diretora para terça com a intenção de rejeitar representações do PSOL contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Essa articulação para livrar a cara do Renan faz parte de uma negociação, velada é claro, entre o governo e o PSDB.

Seria mais ou menos assim, o Renan dá a presidência do Senado pro PT e o partido livra a cara do alagoano.

Olhe essa declaração do senador Tião Viana:

“Se o Renan não renunciar ao mandato, deverá ser cassado num dos quatro processos que restam contra ele. Abrir outro [processo] seria exagero”.

Enfim, Renan sai livre e o PT prorroga a CPMF!

Simples assim!

Nem precisa ser vidente!

Um comentário:

Anônimo disse...

Se tirassem metade do salário (e demais "auxílios") dos políticos nem haveria motivos para prorrogar a CPMF. Ainda sobraria dinheir em caixa!