sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mudando a história, com Renan Calheiros

por Freitas Netto

É verdade que toda a sociedade brasileira está cansada de ouvir falar em corrupção, roubalheira e descaso com nossa administração pública e política.

O Instituto Transparência Internacional (TI), de Londres, já havia divulgado o que já sabíamos a tempo: somos um país corrupto. Tiramos nota 3,7 no ranking da corrupção (em uma escala de 0 a 10, sendo 10 a melhor nota)

Mas o governo sempre arrumava um jeito de dar a volta por cima, jogando a culpa em uma só pessoa quando os escândalos apareciam. Assim, eliminar aquele “escolhido” dava a impressão que o mal tinha sido cortado pela raiz e que a corrupção havia sido dizimada.

Foi o que aconteceu com o Collor quando sofreu o impeachment. Todos na rua gritando: “Fora Collor!”. Ele saiu, mas e a corrupção? Essa continuou lá.

Aconteceu também com o PC Farias. A morte dele foi um alívio para muita gente, pois, ele levou todo aquele mar de lama para dentro do caixão. Temos também o Roberto Jefferson, Marcos Valério, etc, etc, etc.

Poderia citar uma lista de pessoas que foram “escolhidas”. Mas nenhuma se compara com nosso amigo Renan Calheiros.

Renan teve o nome envolvido no escândalo da jornalista Mônica Veloso. O lobista Cláudio Gontijo teria pago pensão mensal de doze mil reais para uma filha de três anos que o senador tem com a jornalista, além do aluguel de 4,5 mil reais, de um apartamento de quatro quartos em Brasília.

O nome do Senado brasileiro estava na lama novamente. E claro, Renan foi o novo “escolhido”. Tirar o Presidente corrupto da cadeira daquela instituição devolveria o valor ético e moral ao governo.

Renan foi levado a julgamento pelo Senado. Pela trajetória histórica da corrupção política no Brasil eu estava certo de que Renan seria massacrado pelos seus colegas senadores. Ao invés de Renan, quem caiu da cadeira fomos nós.

O relatório que pedia sua cassação foi rejeitado pelo plenário da Casa por 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e 6 abstenções. Eram necessários 41 votos para que ele fosse cassado.

A história mudou. Agora eu quero ver o que vai acontecer. Renan, “o nome sujo”, continua como Presidente do Senado. Tenho pensado se a culpa é nossa. Se deveríamos ter feito um “bafafá” maior, se a imprensa deveria ter colocado mais pressão.

Mas cheguei à conclusão que a culpa é de um Sistema defasado e de um grupo de sem-vergonhas que utilizam à política para enriquecer, ao invés de olhar pelo povo.

Nada que um ou dois meses não resolvam. Sempre esquecemos tudo rápido mesmo. Agora com licença que vou comer uma PIZZA e ver a “Playboy” da Mônica Veloso.

3 comentários:

Anônimo disse...

Curti o texto.
XD
Alguém arranca a cadeira da Renan pelo amo de Deus.

O problema é que nem vai adiantar muito.

É capaz de um novo pupilo de Severinos da vida volte pra lá.

Digo então que uma bomba resolve.

XDXD

Anônimo disse...

Primo! Nossa muito bom seu artigo!
Ia comentar no das mulheres no mercado de trabalho, mas quando li esse do Renan, páaaaaaara tudo! O final então foi ótimo!
As fotos e as descrições de vocês também estão bacanas...
Sucesso
beijos

Unknown disse...

O Netto!!

Mano gostei pra caramba do blog. Sao temas q nao temos podemos ta aconpanhando direto por causa da correria do dia-a-dia.
Rapais, to mto feliz por vc gostar do q vc ta fazendo. Continue assim q a cada texto q vc escreve sera uma nova experiencia e alem de vc ganhar com isso ganhamos mais ainda com novos conhecimentos.
Sucesso pra vc e para as meninas ai.
abraço