Nos próximos 20 anos, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais, pode dobrar, passando de 15 milhões para 30 milhões.
Ainda segundo o IBGE, a proporção de pessoas da terceira idade vem crescendo mais rapidamente que a proporção de crianças no país.
Em 1980, para cada 100 crianças, existiam 16 idosos. Vinte anos depois, esse quadro já havia mudado bastante, passando a uma proporção de 30 idosos para cada grupo de 100 crianças.
A mudança numérica desse quadro só foi possível devido a queda da taxa de fecundidade e aos avanços da medicina, permitindo um significativo aumento da expectativa de vida da população.
Alguns países da Europa, como Dinamarca, Suécia e Áustria, são considerados “países velhos” por possuírem grande parte da sua população composta por idosos.
De acordo com o IBGE, não estamos longe de nos tornamos um “país velho.” Mas, estamos longe de ampararmos os nossos idosos como os Europeus.
Até o ano de 2006, o dia do idoso era celebrado no dia 27 de Setembro. Porém, em razão da criação do estatuto do idoso em 1º de Outubro de 2003, a comemoração foi transferida para 1º de outubro de acordo com a lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006.
Mas, o que nos custa fazer uma reflexão ainda em função da data antiga?
Nesta semana, o aposentado Reginaldo Lopes Lobão, 71, foi barrado na Rodoviária de Goiânia pela Viação Araguarina, enquanto tentava usufuir de um direito que a lei lhe garante.
Reginaldo tentava embarcar gratuitamente, mas foi impedido.
O Estatuto do Idoso garante a pessoas com mais de 60 anos, e com renda igual ou inferior a dois salários mínimos, o direito a duas vagas gratuitas em viagens interestaduais.
O Estatuto também garante outros 118 artigos que estabelecem punições para crimes contra os maiores de 60 anos e regulamentam os direitos no que diz respeito à vida, liberdade, saúde, educação, profissionalização, previdência social, habitação e transporte.
Tantos direitos que são desrespeitados diariamente por grande parte da população, por desconhecimento, ignorância ou má vontade.
Quantos idosos estão esquecidos em asilos que os maltratam, quantos esperam por atendimento deitados no chão de hospitais, quantos perderam a força de trabalho e com isso a função como cidadão, quantos esperam por um abraço de um ente querido, quantos avôs e avós desejam contar suas experiências para os netos?
Mas, não há consciência para isso. Um filho não tem tempo de cuidar do pai velho e doente, o neto prefere passar horas no computador a escutar uma história de seu avô, a empresa dá preferência para funcionários mais novos.
Medidas isoladas já estão sendo tomadas por parte do governo para que o país tenha estrutura para apoiar a terceira idade.
Brasília foi a primeira localidade a criar uma Subsecretaria para Assuntos do Idoso, além de instituir o Estatuto do Idoso.
Entretanto, essas ações devem ser realizadas em conjunto com políticas sociais que preparem a sociedade para o envelhecimento da população.
Não se trata de instituir um único dia do ano para os idosos.
Trata-se de respeitá-los todos os dias de sua velhice, garantindo a eles todo o respeito, dedicação e direitos.
Cabelos brancos são símbolo de experiência de vida e muita história para contar.
A presidente do Conselho Estadual do Idoso – Goiás - Mafalda Paz Esteves, orienta os idosos que não conseguirem embarcar gratuitamente em viagens interestaduais a fazer denúncias pelo telefone(62) 3201-3098.

3 comentários:
Como eu nunca consigo postar dois comentarios em textos diferentes, primeiro, o comentario do texto do Netto.
Caro jornalista Netto, mais uma vez cito o excelente jornalista da Folha de SP, Jos� Sim�o:
"O Brasil � o pa� da piada pronta!"
Eu vou morrer, meus filhos e meus netos tb, e essa m* dessa CPMF ainda vai existir! Lament�vel!
Ahhh "pa�s-zinho" viu!
Muito bom seu texto Netto.
Parab�ns.
Chegou a hora da critica pesada!!
hehe..brincadeira..
Cara jornalista Thaise, seu texto ficou bom.
Eh triste vermos que ate hj nao existem politicas realmente efetivas em favor dos idosos.
E a tendencia eh que tenhamos cada vez mais idosos no Brasil: estamos proximos de completar o processo de "Transicao Demografica", caracterizado, em sua 3� etapa, por baixas taxas de natalidade e fecundidade da populacao, o que aumenta a porcao de idosos em sua respectiva faixa da piramide etaria da populacao.
O idoso, por si so, ja merece respeito, nao deveriam nem ser necessarias leis que os protegessem, mas, enfim, essa mentalidade so mudara com o tempo.
A sua critica ficou bem legal.
Vamos as sugestoes agora.
O "velho" do titulo nao eh vocativo, entao vc nao coloca virgula.
No primeiro paragrafo, seria legal vc colocar a data da pesquisa do IBGE, acho que eles fazem esses censos populacionais de dez em dez anos.
A constru�ao "o que nos custa fazermos" nao eh usada, seria melhor "o que nos custa fazer", deixe o verbo no infinitivo, pq o "nos" jah deixa o ora�ao nao terceira pessoa. Qnd tiver duvida, pense como fica estranho vc falar "para podermos fazermos...", entendeu?
E, por fim, nao se usa crase antes de palavras no plural, como no caso "� pessoas...".
Eh isso, entao.
Parabens pelo seu texto e que ele sirva de estimulo para vc ESCREVER MAIS VEZES!!!
P.S.: Desistir de postar comentarios com palavras acentuadas.
P.S.2: No primeiro P.S., leia-se "Desisti" e, nao, "Desistir".
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