Renan Calheiros foi absolvido de parte das acusações, o Lula está viajando e o Senado tem que votar a prorrogação da CPMF. Está tudo certo? Errado!
O jogo de interesses políticos está só começando.
No último dia 15, o Presidente Luiz Inácio declarou não perceber uma sensação de impunidade no país com a absolvição de Renan Calheiros.
Hoje foi a vez do Presidente do Senado. De acordo com o site G1, dois integrantes da tropa de Renan disseram que ele está "muito satisfeito" e classifica como "irretocável" a ação de dois fortes nomes do seu grupo de proteção: o Presidente Lula da Silva e o senador José Sarney (PMDB-AP).
Ainda de acordo com o G1, Renan analisou cuidadosamente as declarações públicas de Lula e concluiu que o presidente foi leal do início ao fim.
Esses elogios de um lado e de outro tem uma explicação lógica: Interesses políticos.
A prorrogação da CPMF é a oportunidade perfeita para Renan desviar a atenção de suas acusações. Ele sabe que, junto a outros líderes do governo no Senado, pode ser decisivo na vitória da renovação desse imposto.
Caso isso aconteça, em 2008 o governo Lula vai ter quase 39 bilhões de reais arrecadados. Então, formar as “alianças políticas” e fazer certos elogios à Renan são estratégias do governo para garantir uma possível prorrogação da CPMF.
Claro que o Renan está com o nome sujo, porém, dentro do Senado ele tem muitos aliados. Prova disso, foi não ter sido cassado pelas acusações que envolviam seu nome com o escândalo da Mônica Veloso.
Apesar de Lula estar tecendo comentários bondosos sobre a absolvição de Renan, o PT, de acordo com o Globo News, teria interesses que o Presidente do Senado se afastasse temporariamente, pois assim, quem assume o cargo é Tião Viana, do PT, é claro!
Isso atrairia, para o lado do governo, a oposição do Senado, que nesse momento está contra o Renan e contra a prorrogação da CPMF.
Apostem suas fichas.
Renan: sai ou fica?
CPMF: prorroga ou não prorroga?
E nós? Só esperamos para ver onde essa novela vai dar!
2 comentários:
Com a versão moderna de Ali Babá e os 40 ladrões (Renan e seus 40) o país passa agora por uma ignomínia sem precedentes. Nunca as instituições democráticas foram colocadas tão em xeque (a ditadura é uma exceção, porque não trabalhava com bases democráticas de governo) quanto agora.
Antes a Câmara já nos envergonhara, punindo apenas 3 dos 19 envolvidos em corrupção. Agora no Senado, por interesses corporativos e pessoais, o Senado deu as costas ao Brasil e votou com sua singela "consciência".
Isso indubitavelmente cria um abalo na consciência político-democrática dos cidadãos.
Roberto Pompeu de Toledo, em um artigo na Veja, chegou até a cogitar uma possível dissolvição do Senado, transformando o poder legislativo do Brasil em um sistema unicameralista.
Mas a verdade é que não é o Senado que precisa ser extirpado e sim seus pútridos senadores.
Espanto por Renan Calheiros ser absolvido? Não! Espanta-me as pessoas terem achado que ele não seria absolvido, pela lógica da pólitica brasileira e o percurso que Renan traçou durante todo o processo, teria que dar no que deu.A mídia até que tentou, mas, Renan mais uma vez foi sábio ao dizer que ela não o venceria.
É aguardar agora qual será o proximo burburinho pólitico, o falatorio, a denúncia, o escandãlo...
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