segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Bi-bi, fôm-fôm, sai da frente!

por Freitas Netto

Basta dar uma volta pelo trânsito de Goiânia para perceber um verdadeiro caos.

São reclamações para todos os lados.

Excesso de carros, descaso com o transporte público, falta de respeito e cidadania, engarrafamentos em horários de pico, etc.

Os dados explicam as causas de alguns desses problemas.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Goiânia até o ano passado já possuía um frota de mais de 720 mil veículos.

Isso coloca a capital goiana em primeiro lugar do ranking brasileiro de número de carros por habitantes.

São quase 1,6 habitantes para cada carro.

Ainda segundo o Detran o número de carros licenciados em Goiânia está aumentando gradativamente.

Somado isso ao fato de que nossa capital foi inicialmente planejada para 30 mil habitantes, podemos ter uma primeira explicação para essa situação caótica.

O pouco investimento em infra-estrutura e a falta de planejamento também contribuem para a atual situação.

Um exemplo de investimento mal planejado é a Marginal Cascavel, que leva nada a lugar nenhum. Não ajuda a desafogar o trânsito da capital.

Outro fator que influencia para esse trânsito terrível é a nossa falta da cultura de carona.

São inúmeros os casos de pessoas que moram no mesmo setor e vão para os mesmos lugares todos os dias, mas preferem ir cada um no seu carro.

Repare no nosso trânsito: a grande maioria dos carros circula com apenas uma pessoa dentro.

Ou seja, os veículos andam praticamente vazios enquanto o sistema de transporte coletivo está lotado.

Quem depende de ônibus sabe que a demanda da frota não comporta o número de usuários.

Usar o transporte público em horários de pico parece um desafio, que começa na briga para conseguir entrar dentro de um ônibus lotado e termina na tentativa de “chegar inteiro” no trabalho ou em casa.

Dados do Detran, até julho desse ano, mostram que foram registrados mais de 13 mil acidentes na capital.

Isso dá em média cerca de 70 acidentes por dia.

Convenhamos que a grande maioria dos motoristas e motociclistas parecem não conhecer as leis de trânsito e muito menos noções de cidadania.

Não sabem controlar a velocidade em vias públicas, não respeitam a sinalização e não respeitam o próximo.

Como diz um conhecido: “Usam mais a buzina do que a cabeça”.

Devido a esse tipo de comportamento a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) está fazendo campanhas como a Semana de Educação no Trânsito, que ministra cursos para um tráfego melhor na capital. (para ver informações sobre essa campanha clique aqui)

Não basta que investimentos sejam feitos na infra-estrutura e que a fiscalização do trânsito seja mais rígida. Temos que mudar individualmente.

Repense nas suas atitudes no trânsito!

E chame seu vizinho para uma carona amanhã!

Crédito da foto:
http://www.vidigas.blogger.com.br/

3 comentários:

ANTONIO S. SILVA disse...

Antônio, parabéns pelo blog. Gostei muito e tenho certeza que será um lugar de muita informação, até porque a turma responsável por ele é muito capaz.

Sobre a matéria trânsito, acredito que o problema maior de Goiânia nem seja exatamente o número de carros e motos, mas a falta de estrutura do sistema. Dizer que tem muitos carros é mais cômodo do que resolver o trânsito que exige investimentos. Um dado importante é que os ônibus circulam na região metropolitana vazios e cada dia mais aumenta a demora para o passageiro chegar nos lugares. Na sociedade pós-moderna, a sociedade passa a ter condições de consumir cada vez mais. Um artigo dos sonhos de todo cidadão é o carro que oferece liberdade no ir e vir num lugar sempre imediato. Um mundo do espetáculo com estrutura circense com qualidade risível.

Anônimo disse...

Primeiramente, o comentario do texto da Lorena, ja que nao consegui postar aqui embaixo. Depois voce arruma Netto.

Cara jornalista Lorena, gostei do seu texto, bem interessante e bem escrito.
S� acho que tem uma pequena falha: voce coloca bem a situa�ao das classes D e E (apesar de nao serem s� essas que vivem na mediocridade) e o p�ssimo n�vel de qualidade
dos programas televisivos dos finais de semana.
Contudo, uma coisa important�ssima,
ao meu ver, voce nao fez, que foi sugerir uma solu�ao para o problema. Voce poderia ter
colocado o que voce acha que poderia ser feito para essa situa�ao mudar ou, entao, melhorar
um pouco.
� isso, Lorena. Parab�ns pelo texto.

Anônimo disse...

Caro jornalista Netto, n�o pude deixar de dar uma risada, logo na hora em que li os primeiros par�grafos do seu texto, e pensei: "ohh meu deus, ele nao conhece Salvador!"

Mas, agora, s�rio. Seu texto mais uma vez ficou bom, ele � bem informativo e reflete, infelizmente, uma tend�ncia de todas as grandes cidades brasileiras. E, pode acreditar, isso ainda vai piorar muito!!!
E, particularmente, esse neg�cio de Semana da Educa�o no Tr�nsito n�o ajuda em p* nenhuma, � uma grande besteira. Mas deixem fazer..

Enfim, � isso Netto.

Como n�o poderia passar em branco, queria que voc� relesse o terceiro par�grafo e visse se alguma constru�o n�o ficou estranha.
Releu? Achou? Agora vou te falar: quando voc� coloca "falta de respeito e cidadania" fica parecendo que as pessoas n�o tem respeito, mas tem cidadania. Faltou o "de" antes de cidadania tamb�m.
Mas � s� isso mesmo Netto.
Parab�ns pelo texto.

P.S.: T� muito dif�cil postar os coment�rios nesse blog, viu!!